Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 28/04/2009

Votação da acta nº 1/2009

Declaração de voto

Considerando a posição assumida pelo presidente da Mesa da Assembleia na condução dos trabalhos da reunião extraordinária do dia 07/03/2009 e atendendo à forma como decorreu o funcionamento da mesma;
Considerando que a redacção da referida acta se apresenta de uma forma intencionalmente dolosa do comportamento dos membros eleitos pela Unir – II;
Considerando que foram omitidos os argumentos apresentados pelos mesmos na referida reunião;
Considerando ainda que é nosso entendimento que a referida reunião deveria ser para apreciar a proposta de toponímia, conforme constava da convocatória, cujo debate e apresentação de propostas foi deliberadamente impedida;
Considerando ainda a abertura manifestada pelo Presidente da Mesa, no decorrer dos trabalhos da comissão, para discutir a proposta em Assembleia de Freguesia o que veio a contrariar no decorrer da mesma;
Uma vez que nos recusamos a participar na votação, como forma de protesto e indignação, em relação ao comportamento assumido, também agora não podemos aprovar um documento que mais não serve do que legitimar comportamentos em nada consentâneos com o funcionamento democrático dos órgãos autárquicos e que não retrata de forma fiel, conforme deveria ser objectivo do documento, o decorrer dessa assembleia de freguesia.
Ribeira, 28 de Abril de 2009Os membros eleitos,
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

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Assembleia de Freguesia de 28/04/2009

Votação do Relatório de Gestão – Actividades e Contas – Gerência 2008
Declaração de voto

Os membros eleitos pelo movimento independente União pela Ribeira Unir II, apresentam mais uma vez a sua indignação pelo facto de estarem a receber os documentos de suporte e apoio ao funcionamento da Assembleia de Freguesia fora dos prazos legalmente previstos.
Os mesmos foram entregues no dia 26 de Abril, à tarde/noite, para a reunião de hoje dia 28/04/2009.
É da competência da mesa zelar pelo cumprimento dos referidos deveres, dentro dos prazos legais, o que não tem estado a acontecer.
Assim, dada a entrega tardia dos documentos em causa (48 horas antes da reunião) e tratando-se da apreciação de tão importante documento como é o Relatório de Contas da gerência de 2008, os membros da União pela Ribeira - UniR - II, não dispuseram de tempo útil que lhes permitisse fazer uma apreciação cuidada, como o mesmo merecia.
Em face desta dificuldade criada pela mesa desta Assembleia, decidiram não participar da discussão do documento e abster-se na sua votação.
Ribeira, 28 de Abril de 2009
Os membros eleitos,
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Mensagem de Boas Festas

UM NATAL MUITO FELIZ CHEIO DE PAZ E ALEGRIA E QUE O NOVO ANO DE 2009 TRAGA MUITO SUCESSO, SAUDE E FELICIDADE.
Sao os votos dos membros da Assembleia de Freguesia de Ribeira - Ponte de Lima
Sérgio Augusto Esteves de Araujo e
Antonio Domingos da Costa Morais

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Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

"Os 100 anos de Vieira Lisboa” – Exposição temática sobre este Poeta Limiano do século XX e suas obras.


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Sábado, 26 de Julho de 2008

"Os 100 anos de Vieira Lisboa” – Exposição temática sobre este Poeta Limiano do século XX e suas obras.


ANTÓNIO VIEIRA LISBOA - 100 ANOS
"Nenhuma algema agora me acorrenta."

Estará patente até ao dia 8 de Agosto, na Biblioteca de Ponte de Lima, a Exposição António Vieira Lisboa 100 Anos.

Trata-se de uma iniciativa, que tem por principal objectivo dar a conhecer aos utilizadores daquele espaço de cultura, o que foi a obra e o homem, que publicou com o nome reduzido de António Vieira Lisboa.

Aí estarão expostos os livros que escreveu, bem como um conjunto de fotografias e objectos pessoais que pertenceram ao poeta.

Aqui fica um convite a todos que passarem por Ponte de Lima, não deixem de visitar a exposição.

In: http://vieiralisboa.blogspot.com
Parabéns às responsáveis pelo Arquivo e Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, por esta importante e oportuna exposição, que vem no seguimento de um trabalho louvável, regular e atento a que temos assistido.

Visitem esta exposição e conheçam esta personalidade de Ponte de Lima e da Ribeira tão esquecida quanto pouco conhecida.

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Maravilhas da natureza - Curiosidade



Flor, mas pouco...

Foto@EPA/Bernd Weissbrod
In: http://noticias.sapo.pt/foto/828989/


Os mais curiosos aproximam-se para ver de perto uma das flores mais espectaculares do mundo, a Amorphophallus Titanum ou «jarro titã». Esta flor gigante, originária da floresta tropical da Indonésia, raramente floresce. Chega a medir 3 metros de altura e 1,5 metros de diâmetro e produz um odor pouco habitual: cheira a carne podre.

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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Arquivo recebe poesia de António Vieira Lisboa


In: Jornal Cardeal Saraiva de 11 de Julho de 2008

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Arquivo Municipal de Ponte de Lima recebe poesia de António Vieira Lisboa


In: Jornal Alto Minho de 10 de Julho de 2008

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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Assembleia de Freguesia de 2008/06/28 - Requerimentos

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 28/06/2008

Requerimento e informação I
Ceia de Natal 2007

No seguimento da posição anteriormente tomada, vimos informar:
 Não foi ainda recebida cópia da factura solicitada anteriormente, cuja promessa de entrega foi feita pelo Sr Presidente da Junta na assembleia anterior, pelo que insistimos no mesmo pedido;
 Não levantaremos os cheques relativos às senhas de presença na AF até que o assunto esteja definitivamente resolvido, tal como foi a condição imposta para participação na Ceia de Natal.

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais


Requerimento II
Convocatória da Assembleia de Freguesia


Considerando a competência legalmente atribuída ao Sr Presidente da Assembleia de Freguesia para convocar este órgão:
Considerando os prazos estabelecidos, para o efeito, na lei;
Considerando que os anexos são parte integrante dos documentos a que dizem respeito;
Considerando que os mesmos fazem parte da convocatória e terão de ser entregues dentro dos prazos estabelecidos;
Considerando que apesar do assunto já ter sido aqui abordado, continuam, a haver lapsos e atrasos, cuja responsabilidade, cabe ao presidente deste órgão.
Solicitamos:
 Sejam criteriosamente cumpridos os prazos estabelecidos pela lei no que diz respeito à convocatória e entrega aos membros da assembleia de toda a documentação necessária;
 Seja fornecido o documento a que se refere a acta (anexo 6).

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais


Requerimento III
Processo jurídico


Considerando a deliberação da Junta de Freguesia de 24/04/2008 em “dar plenos poderes para o Presidente da Junta consultar advogado para processo jurídico” pretendemos saber:
 De que processo se trata?
 O que o motivou?
 Que diligências foram feitas?
 Quais as implicações para a freguesia (custos/benefícios)?
 Qual o orçamento previsto para o processo?
 Quem foi o advogado contratado?
 Que critérios orientaram a escolha?
 Quais os honorários a pagar?
 Qual o ponto da situação?

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais


Requerimento IV
Subsídio atribuído à Associação Pais do Centro Educativo da Ribeira

Considerando a decisão de atribuir subsídios relativos aos anos lectivos 2005/2006, 2006/2007 e 2007/2008, no valor anual de 100 euros na reunião da JF de 27/09/2007;
Considerando que o último subsídio atribuído havia sido em 17/11/2004 no valor de 100euros (cheque 5281458539);
Considerando que os subscritores deste requerimento fizeram parte dos órgãos sociais da AP até 05/07/2007, altura em que foram empossados os actuais dirigentes;
Considerando que desta forma foram atribuídos subsídios com efeitos retroactivos;
Considerando que apesar de nunca terem existido dúvidas quanto à forma antidemocrática, discriminatória, incoerente e até ridícula, com que a JF se relacionava com a AP, tendo por sustentação o facto de alguns dos seus membros terem opinião divergente ou terem integrado outras candidaturas às JF;
Considerando que se dúvidas houvesse esta é a prova clara e inequívoca.
Considerando que tal subsídio, configura em três meses um valor superior ao que foi atribuído nos quatro anos anteriores.
 Que argumentos estiveram na base da decisão da JF?

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais


Requerimento V
Comissão de acompanhamento do projecto de toponímia


Considerando a Proposta apresentada pelos membros eleitos pela Lista Independente UNIR – II para criação de uma Comissão de Acompanhamento do Projecto de Toponímia;
Considerando que a mesma foi aprovada na AF de 28/12/2007;
Considerando que a mesma tem por objectivos acompanhar, sugerir e fiscalizar o processo tal como são funções legalmente atribuídas às Assembleias de Freguesia;
Considerando que a sua composição e constituição não foi ainda colocada à apreciação desta assembleia tal como o deveria ter feito o Sr. Presidente da Assembleia;
Considerando que já questionamos na assembleia anterior o Sr Presidente da Assembleia;
Considerando que a reunião entretanto ocorrida não respeitou qualquer normativo de funcionamento quanto à forma como foi convocada, aos participantes, aos assuntos tratados e registo dos mesmos.
Vimos apresentar a seguinte proposta:
Que a comissão seja composta por três membros da assembleia de freguesia pertencendo dois aos eleitos pelo PS e um à Lista Independente UNIR – II;
Que sejam ainda convidados a participar da mesma comissão dois membros externos aos órgãos autárquicos, de reconhecida competência com os mesmos direitos dos restantes membros, propondo cada grupo aqui representado um deles;
Que a constituição integral da comissão seja aprovada nesta assembleia;
Que seja exigida á junta de freguesia o fornecimento de informação permanente e em tempo útil, bem como dos respectivos documentos, sobre as decisões tomadas e diligências efectuadas, a distribuir pelos membros da comissão, no sentido de garantir o seu bom funcionamento.

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

MUITO IMPORTANTE:
Após a apresentação desta proposta, que o sr Presidente da Assembleia de Freguesia, João Francisco Martins, queria fazer passar sem debate e sem votação, depois de muita insistência informou, em plena assembleia, pasmem-se os mais crédulos do funcionamento das instituições democráticas em Portugal, que o grupo PS havia decidido que a comissão seria representada por três membros do PS e um, apenas um, e sem qualquer outra participação ou colaboração de pessoas ou entidades exteriores aos órgãos autárquicos, da UniR - II. Daqui resulta que o Presidente da Assembleia assume as decisões do grupo PS como instituídas e definitivas mesmo antes de serem presentes, debatidas e votadas na Assembleia de Freguesia;
Dá o dito por não dito ao ter assumido anteriormente que a Comissão seria constituída por dois elementos PS e um UniR - II;
Dá um péssimo exemplo de liderança, de cultura democrática, de respeito pelo funcionamento e competências da instituíção Assembleia de Freguesia;
Humilha, desvaloriza e compromete a instituíção a que preside;
Manifesta desconhecimento das competências que lhe estão acometidas e das do órgão a que preside.
Perante a evidência da razão colocou em cima da mesa, á pressa e sem justificação, a proposta do PS.
Feita a votação, a ditadura da força e em momento algum da razão, prevaleceu. A nossa proposta foi reprovada por todos os elementos presentes do PS com 6 votos contra e 2 a favor dos elementos proponentes.
Por sua vez a proposta decidida nos bastidores, que afasta a comunidade de um processo que lhe diz directamente respeito de participar no delinear da definição das artérias onde residem e de lhes atribuir nome foi aprovada por 6 votos a favor (PS) e dois contra (UniR - II).
Informa-se que o presidente não permitiu o necessário e democrático debate. Impôs, pela força dos seus votos, a sua proposta.
DEMOCRACIA ASSIM, NÃO. No entanto a si o agradecemos, tal como a freguesia o fará, Sr Presidente.


REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS DA FREGUESIA DA RIBEIRA
Declaração de voto


Relativamente ao assunto, cumpre-nos referir que esta junta de freguesia manifesta uma insensibilidade social, regendo-se por princípios meramente comerciais, ignorando o papel social pelo qual se deveria nortear, tomando como elementos de comparação as empresas privadas, em vez de procurar assentar os elementos comparativos com outros órgãos autárquicos.
Constata-se outra situação, quanto a nós merecedora de reparo, uma vez que são aplicadas taxas por serviços ou actos, que não são executados ou efectuados pela junta de freguesia.
Por outro lado é notório um perfeito desentendimento entre o Regulamento e a Tabela de Taxas, que estão em clara violação com o disposto na Lei Nº53-E/2006, de 29 de Dezembro.

Assim:
1. Não foi incluída na tabela de taxas da Freguesia os valores das tarifas referentes ao serviço de transporte dos alunos da freguesia, em viaturas desta junta, conforme o previsto no art. 3º da referida Lei e parágrafo inicial do Regulamento agora apresentado.

2. As taxas devidas pelos serviços de inumação, trasladação interna ou externa e exumação, violam claramente o disposto na referida lei, uma vez que esta junta não presta qualquer tipo de serviços desta natureza, uma vez que não dispõe de coveiro ao seu serviço.

3. Por outro lado, assistimos a um agravamento no custo de certos actos, que varia entre os 33% e os 200%, o que nos parece vergonhoso face à situação económica de um número significativo de agregados familiares residentes nesta freguesia.

4. O regulamento agora sujeita à nossa apreciação, viola de forma clara e grosseira o disposto no capítulo II, Art.8º da Lei 53-E/2006.

5. Não foram apresentados os valores que sustentaram o cálculo dos montantes propostos

Em Resumo,
Esta junta de freguesia, dita Socialista, não observa os fins sociais que devem ter as taxas, procurando obter receitas, cobrando taxas por serviços que não presta e aplica aumentos de taxas incomportáveis e anti-sociais, tendo em conta a capacidade económica dos agregados familiares da freguesia;

Observa princípios de comparação entre empresas privadas, que procuram obter lucro a distribuir pelos accionistas, em vez de fazer uma verdadeira gestão dos recursos que possui, procurando limitar despesas correntes desnecessárias.

Perante estas evidências e atropelos, não vamos votar favoravelmente este documento.

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

Feita a votação documento foi aprovado com 6 votos a favor (PS) e 2 contra (UniR - II).

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Sábado, 28 de Junho de 2008

BIOGRAFIA DO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA

Thursday, June 12, 2008
BIOGRAFIA DO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA - 40 Anos após a sua morte

ANTÓNIO DA SILVA GOUVEIA VIEIRA LISBOA, filho de António Augusto Vieira Lisboa, gerente do Banco Ultramarino, natural de Ponte de Lima e de Dª Beatriz da Silva Gouveia Vieira Lisboa, natural de Bolama-Guiné, neto paterno de Alfredo Calixto Vieira Lisboa e de Dª Rosa Carolina Vieira Lisboa e materno de António da Silva Gouveia e de Dª Henriqueta Pereira de Gouveia, nasceu em Luanda, na então Província Ultramarina de Angola, ás três horas e vinte minutos da manhã, do dia 20 de Julho de 1907.

Foi baptizado no dia 6 de Maio de 1908, na igreja de Nª Sª dos Anjos, na Cidade de Lisboa.

Foram padrinhos de baptismo o senhor António Maria Vieira Lisboa, casado, Conselheiro, juiz da Relação de Lisboa e sua esposa, a Sª Dª Margarida Vieira Lisboa, segundos tios do baptizado.

A cerimónia foi presidida pelo Revº Prior Francisco Mendes Alçada de Paiva, pároco da Freguesia dos Anjos, na Cidade de Lisboa.

António Vieira Lisboa formou-se em Direito.

Instalado na sua “Casa da Garrida”, em Ponte de Lima, no termo da freguesia da Ribeira, o advogado poeta, começa a sua criação artística, embalado pela natureza limiana que o inspira de uma forma intensa.

Aos 28 de Julho de 1934, casa-se na Conservatória do registo Civil de Ponte de Lima, com Maria Guilhermina Vieira Lisboa, não havendo filhos, o casal acabaria por separar-se, sendo decretado o divórcio no dia 26 de Dezembro de 1944.

A Europa vivia mergulhada numa crise profunda decorrente da 2ª Grande Guerra Mundial e do avanço do poderio Alemão, que explorava os povos dos países que capitulavam diante da máquina de guerra do Fuhrer.

Decorria o Ano de 1940 e nas oficinas gráficas da “Gazeta dos Caminhos-de-Ferro”, em Lisboa eram impressos os exemplares da sua primeira obra literária, Versos Estranhos, que haveriam de ser editados pela mão da livraria Portugália.

No ano seguinte, novamente a livraria Portugália dava à estampa um novo titulo, tratava-se dos Poemas de Amor e dúvida, que foram impressos na gráfica Santelmo, em Lisboa.

Os anos seguintes foram de intensa actividade criativa por parte do poeta, publicando sucessivamente em:

Em 1942, Mulheres (Versos).

Em 1943, Chão de Amor.

Em 1944, Teu Corpo Minha Alma.

Em 1945, Testamento Sentimental.

Em 1946, Bess.

De notar, que as publicações de 1944 a 1946, não chegaram a entrar no mercado.

Em 9 de Setembro de 1947, o poeta Vieira Lisboa, terminava aquela que haveria de ser a sua última criação literária e nada melhor do que tratar os temas que sempre o inspiraram, a Mulher e o Lima.

Ao Longo do Rio Azul, só haveria de ser tornada pública dois anos mais tarde, decorria já o Ano de 1949.

Mas António Vieira Lisboa, não viveu encerrado no interior do seu solar da rua do Arrabalde, os amigos eram presença assídua nos almoços e jantares com que presenteava os seus convidados.

António Vieira Lisboa foi presidente da Direcção da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, de 1936 a Junho de 1938.

Vieira Lisboa, era um amante da sua terra, da gente e das tradições limianas, não esqueçamos, que era na sua “Casa da Garrida”, onde repousava o touro que em véspera de Corpus Christi, haveria de correr na tradicional “Corrida da Vaca das Cordas”.

Paralelamente à sua criação literária e intervenção cívica, desenvolveu um importante papel na dinamização da agricultura e indústria local.

Vieira Lisboa, nas propriedades que possuía, sobretudo nas freguesias da Ribeira (Quinta dos Fortes, Qt. Bouça, Qt. do Pombal e QTª da Aldeia) e Rebordões (Quinta das Fontes e da Queixadinha), foi pioneiro na introdução de novas práticas agrícolas, bem como na experimentação de novas culturas.

Desempenhou um importante papel na actividade industrial do concelho, ao nível da produção e fabrico de azeite.

António Vieira Lisboa era um homem bom!

As escadas da sua casa da Garrida eram enxameadas por mendigos e pedintes, que aí recorriam para muitas das vezes matarem a fome. Este homem era incapaz de negar a ajuda a quem dele se abeirasse. As crianças, eram a sua alegria e por elas era capaz das maiores loucuras, nunca fez distinção entre os seus meninos e os filhos dos caseiros e demais serviçais.

Já acometido pela doença, casou-se no Hospital de Ponte de Lima, no dia 31 de Maio de 1968, com Maria Libânia M. Vieira Lisboa, com quem teve quatro filhos.

No dia 13 de Junho de 1968, dia de Santo António, pelas 18 horas, os sinos da matriz de Ponte de Lima, anunciavam a triste notícia do seu falecimento no Hospital da Misericórdia, agastado pela doença, o Homem e o Poeta, haviam-se calado para sempre.

Ponte de Lima, via partir tão cedo, uma das vozes que componha o coro daqueles que tão bem souberam cantar o Amor a esta terra.

Não me parece que a dor desta perda tenha encontrado eco suficientemente justo na terra que tanto amou no seu lirismo Limiano.

Vieira Lisboa, merecia mais e Ponte de Lima, continua a dever-lhe o respeito e o merecido reconhecimento pelo seu mérito.

In: http://ribeiranovoshorizontes.blogspot.com/

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ANTÓNIO VIEIRA LISBOA: O POETA DO AMOR

"Poetas assim só aparecem de séculos em séculos e na abundante poesia lírica portuguesa não chegam a contar-se pelos dedos das duas mãos".Jaime Brasil

"Um lugar dos melhores entre os melhores poetas modernos".Rebelo de Bettencourt

"A marca incontestável dum artista".
Raúl Leal


António Vieira Lisboa publica a maior parte dos seus livros na década de 40 do século XX. Nesse mesmo período encontram-se a compor a sua experiência criativa outros poetas: Alberto de Serpa, Vitorino Nemésio, Francisco Bugalho, Fausto José, Pedro Homem de Melo, Mário Dionísio, Álvaro Feijó, Joaquim Namorado, Sidónio Muralha, Augusto dos Santos Abranches, Natércia Freire, Irene Lisboa, Rui Cinatti, Tomaz Kim, José Blanc de Portugal,José Régio, António de Navarro e muitos outros. Os versos movem-se através das tertúlias de café, dos jornais, dos livros e das revistas que circulam do norte ao sul do país. São múltiplas as tendências e as estéticas em confrontos intermináveis, desde o modernismo ao neo-realismo. O Poeta de Versos Estranhos (1940) ou de Poemas de Amor e Dúvida (1941) está afastado de todos esses círculos. Talvez se aproxime do grupo ligado aos Cadernos de Poesia(1940), ao seu manifesto: «Destinam-se estes cadernos a arquivar a actividade da poesia actual sem dependências de escolas ou grupos literários, estéticas ou doutrinas, fórmulas ou programas. A poesia é só uma!»(1)
António Viera Lisboa constrói suas próprias normas no encalço de uma poética personalíssima. Toda a sua arte nasce de uma chama interior, de uma sensação de vazio, de desamparo, de insatisfação. A escrita é o reinventar da vida em águas mais mansas, a busca da quietude plena do espírito, o desfazer do caos. E é quase sempre a mulher que emerge nos versos, nas estrofes: «A terra é seca, é árida, é ingrata / sem ter o olhar de uma mulher./ Só a mulher à terra prende e ata / com invisível nó que o Amor sugere.» (2)De outro modo, a existência não faz sentido. «Tudo o que sinto ou sonho e me desvaira, / a cor, o som, o aroma da paisagem / que eu vejo longe porque d’alto paira / sinto puríssimos em certa imagem...// A imagem d’Essa doce rapariga / alegre, sã e fresca como a aragem / do Amor que a face ainda me fustiga / para que eu viva a Vida com coragem.» (3) A mesma obsessão quando a paisagem se desdobra diante dos seus olhos: «Ao longo desse langoroso Lima / o pensamento em que me alongo pende / para um barco à vela rio acima, / um barco à vela que na água esplende.// E a vela arfando fresca ao leve vento / lembra-me, branca, a sua bela blusa, / a blusa dela justa – o meu tormento - / com que ficava, olhando-A, tão confusa. // O barco à vela, majestosamente, / que ao longo desse rio sobe além / parece-me Ela a aproximar-se, rente, / que em Seu andar inconfundível vem.» (4) Esta imagem não é mais do que o vibrar do sonho na palavra, na música, no ritmo. Uma aspiração profunda realizada no momento encantado de criação que é ao mesmo tempo vida e arte, realidade e fantasia, serenidade e arrebatamento, finito e infinito. Foi o modo que o poeta achou para «Viver a Vida toda Amor / só ao sabor / do Coração.» (5) Mas a paixão sublime ficou apenas na sua lírica amorosa e sensual, na mulher que tão depressa aparece como desaparece do seu caminho. E é isso que se pode constatar no poema Na Cidade: «Essa de que nem sei o nome / segui-A ao longo da Cidade plena / de gente que ia e vinha lesta...// Depois perdi-A / na multidão...// Mas para sempre me deixou em cada artéria / do Coração / essa lembrança duma moça esguia / frágil e séria / que um dia vi com emoção.// Segui o meu destino...// Por mais que ande, / não tornarei a ver seu Corpo fino...// A Cidade é tão grande!...» (6) Num outro exercício muito semelhante, A uma Desconhecida, regista as mesmas comoções vertiginosas: «Esse olhar íntimo mas fugitivo / duma Desconhecida penetrou-me / de tal maneira a minha Alma ao vivo / que pensativo, triste até, deixou-me.// Esse olhar doce, súplice estragou-me, / assim tão momentâneo e tão preciso, / a tarde toda... O meu prazer levou-me.// E eu vendo-A, estático, indeciso, / fiquei-me a olhá-La, alheio e só, perplexo...// !¿ Porque não segui eu essa mulher / se ainda agora o Seu olhar me fere?! // ¿ Era o Amor que me passou à beira? / ¿ A imagem d’Ele em pálido reflexo / neste bulício da cidade inteira / quase sem tempo em seu viver sem nexo?» (7)
António Vieira Lisboa foi o poeta das emoções, o cantor do Amor e da Mulher, mas foi também o cantor do Lima: «Sete vezes o Rio há-de encher / e subir ao «Passeio» da vila. / Cada vez há-de ser Lua Cheia / que, ao descer o «Passeio», vigila.// Doze meses é quanto medeia / cada ciclo dos tais que hão-de ser. / Sete vezes será Lua Cheia. /Sete cheias o Rio há-de ter.// Sete vezes, não mais, nunca menos / p’ra que o ano nos venha folgado.../ P’ra que haja bons milhos, bons fenos / - a fartura da gente e do gado.» (8)

Luís Dantas

NOTAS
(1) João Gaspar Simões, Itinerário Histórico da Poesia Portuguesa, Biblioteca Arcádia de Bolso, Lisboa, pg. 372
(2)António Vieira Lisboa, Chão de Amor, Editorial Nós, Braga, 1944, pg. 5
(3)António Vieira Lisboa, Chão de Amor, Editorial Nós, Braga, 1944, pg.11
(4)António Vieira Lisboa, Ao Longo do Rio Azul, Edição de Autor, Ponte de Lima, 1949, pg. 12
(5)António Vieira Lisboa, Versos Estranhos, Livraria Portugália, Lisboa, 1940, pg.8
(6)António Vieira Lisboa, Versos Estranhos, Livraria Portugália, Lisboa, 1940, pp.44-45
(7)António Vieira Lisboa, Mulheres, Livraria Bertrand, Lisboa, 1942, pg. 45
(8) António Vieira Lisboa, Ao Longo do Rio Azul, Edição de Autor, Ponte de Lima, 1949, pg. 50

In: http://br.geocities.com/viladeponte/artigo.htm


A VILA E O RIO

Foto de Amândio de Sousa Vieira

A vila
tranquila
¿ dorme ou suspira?
junto do Rio.

E o rio,
safira
em fio,
de volta da Vila,
delira.

A Ponte já velha de tanto relento
se mira
no fundo
do Rio sedento.

Alheia,
num esquecimento
do que é deste mundo,
nem vê que a aniquila
a areia.

É o equinócio
do Outono.
E o Rio no velho caminho vacila...
pára...rodeia,
enfim prossegue com cautela:
que não perturbe a Vila
no sono
d’ocio.

Nem vela
circula.
E o Rio areia acumula
no pensamento que o atribula
de à Vila
chegar.

Vem longe o Inverno que traz as cheias.
E o Rio infeliz
se afila
perdido de Amor, com ciúmes da Ponte.
Até lhe levou duma vez as ameias.

E a Vila, de branco, só espera o Luar
e o rouxinol de fronte.

in Ao Longo do Rio Azul, Edição de Autor, Ponte de Lima, 1949, pp. 44-45

In: http://br.geocities.com/viladeponte/poema.htm