quarta-feira, 29 de abril de 2009

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 28/04/2009

Votação da acta nº 1/2009

Declaração de voto

Considerando a posição assumida pelo presidente da Mesa da Assembleia na condução dos trabalhos da reunião extraordinária do dia 07/03/2009 e atendendo à forma como decorreu o funcionamento da mesma;
Considerando que a redacção da referida acta se apresenta de uma forma intencionalmente dolosa do comportamento dos membros eleitos pela Unir – II;
Considerando que foram omitidos os argumentos apresentados pelos mesmos na referida reunião;
Considerando ainda que é nosso entendimento que a referida reunião deveria ser para apreciar a proposta de toponímia, conforme constava da convocatória, cujo debate e apresentação de propostas foi deliberadamente impedida;
Considerando ainda a abertura manifestada pelo Presidente da Mesa, no decorrer dos trabalhos da comissão, para discutir a proposta em Assembleia de Freguesia o que veio a contrariar no decorrer da mesma;
Uma vez que nos recusamos a participar na votação, como forma de protesto e indignação, em relação ao comportamento assumido, também agora não podemos aprovar um documento que mais não serve do que legitimar comportamentos em nada consentâneos com o funcionamento democrático dos órgãos autárquicos e que não retrata de forma fiel, conforme deveria ser objectivo do documento, o decorrer dessa assembleia de freguesia.
Ribeira, 28 de Abril de 2009Os membros eleitos,
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Arquivo recebe poesia de António Vieira Lisboa


In: Jornal Cardeal Saraiva de 11 de Julho de 2008

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sábado, 29 de dezembro de 2007

CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA

Proposta apresentada, na Assembleia de freguesia de 28/12/2007, no decorrer da discussão das Opções do Plano e Orçamento para 2007, pelos membros eleitos pelo Grupo de Cidadãos Independentes UNIR – II

António da Silva Gouveia Vieira Lisboa, apesar de não ser natural da freguesia da Ribeira, adoptou-a como sua, vivendo até aos últimos dias da sua vida na Casa da Garrida, em Crasto, nesta freguesia.
O Dr. Lisboa, como era conhecido, não se limitou a viver na Ribeira, procurou contribuir, do modo que lhe era possível, para o desenvolvimento social e económico desta terra e suas gentes.
Este espírito inovador e de certo modo aventureiro, fizeram com que, as propriedades agrícolas que possuía na freguesia (Quintas do Bom Sucesso e Pombal), fossem autênticos laboratórios agrícolas, onde se experimentavam, para além de novas culturas (amendoim e soja) as mais recentes inovações no que diz respeito a práticas agrícolas, tendo introduzido na freguesia a sementeira do milho à linha com recurso a um semeador de duas linhas, coisa rara na época.
Em períodos difíceis, o Dr. Lisboa representava a única esperança para se conseguir trabalho.
À sexta-feira, as escadas da capela da Casa da Garrida eram enxameadas por mendigos e pedintes, que esperavam a hora do meio-dia para que viesse um empregado distribuir as esmolas, que nunca recusou a quem lhe estendesse a mão.
Contudo este Homem bom, possuía outra faceta, o seu lado mais íntimo, que procurava satisfazer com o recurso à poesia.
O poeta António Vieira Lisboa publica a maioria dos seus livros, na década de 40, do Sec. XX.
É contemporâneo de Pedro Homem de Melo, Vitorino Nemésio, Alberto Serpa, Álvaro Feijó, José Régio, Irene Lisboa entre outros.
Nesta altura, os versos movem-se através de tertúlias de café, dos jornais, dos livros e das revistas que circulam, de norte a sul, por todo o país.
São múltiplas as tendências e as estéticas em confronto permanente, desde o Modernismo ao Neo-Realismo.
Mas, o poeta dos versos estranhos, ou dos poemas de Amor e Dúvida, afasta-se de todas essas correntes e círculos.
Como refere João Gaspar Simões, no Itinerário Histórico da Poesia Portuguesa, – A poesia é uma só.
Assim, António Vieira Lisboa vai construindo as suas próprias normas, procurando chegar a uma poética personalíssima:
“Toda a sua Arte nasce de uma chama interior, de uma sensação de vazio, de um desconforto e insatisfação”.
Procura na escrita reinventar a vida em águas mais calmas.
A sua poesia é uma busca permanente do equilíbrio entre o corpo e o espírito.
Nos seus versos, é quase sempre a mulher que desempenha o papel principal:

A Terra é seca, é árida, é ingrata
Sem teu olhar de mulher.
Só a mulher à terra prende e ata
Com invisível nó que o Amor sugere.

/Chão de Amor 1944/

O poeta António Vieira Lisboa, foi o poeta das emoções, o cantor do amor e da mulher, mas foi também o cantor do Lima.

Sobre ele disseram:
Jaime Brasil
Poetas assim, só aparecem de séculos em séculos e não chegam a contar-se pelos dedos de duas mãos.
Rebelo Bettencourt
Um lugar dos melhores entre os melhores poetas modernos.
Raul Leal
A marca incontestável dum artista.
Considerando que em 2008, se comemora a passagem do I Centenário do nascimento de um dos mais ilustres, senão o maior que esta terra acolheu;
Considerando que é um dever enquanto autarcas zelar pelo património da freguesia;
Considerando que devemos libertar da lei da morte aqueles que nos deixaram importantes legados e contribuíram para a grandeza desta terra e das suas gentes;

Propomos:
• Seja deliberado por esta assembleia assinalar condignamente esta efeméride, criando para o efeito uma comissão para realização dessas comemorações;
• Seja dirigido um convite ao Dr. José Cândido de Oliveira Martins, para presidir a essa comissão.

Ribeira, 28 de Dezembro de 2007
Os Vogais Proponentes
António Domingos da Costa Morais
Sérgio Augusto Esteves de Araújo

A proposta, apesar de apresentada e por isso tornada pública, não foi discutida uma vez que, o Sr Presidente da Assembleia de Freguesia, fazendo uma interpretação restritiva e redutora do papel daquele órgão, argumenta que os membros apenas podem votar a favor ou contra. Ora, se não podem discutir o documento e apresentar propostas de melhoria, para que serve a Assembleia de Freguesia? Assim sendo, poupa-se tempo e dinheiro: Vota-se por correspondência.

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sábado, 29 de setembro de 2007

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 29/09/2007 - PROPOSTA DE VOTO DE LOUVOR AO JOVEM FERNANDO PIMENTA

VOTO DE LOUVOR

Considerando:
O brilhante currículo desportivo conseguido pelo atleta FERNANDO PIMENTA, que apesar da sua juventude, conta já com 11 títulos Nacionais, entre outras honrosas classificações, que culminaram com a conquista no passado mês de Agosto, em Belgrado na Sérvia, do titulo de Campeão da Europa de Juniores em k1 1000 metros.
O Fernando Pimenta, é um jovem natural da nossa freguesia, que tem honrado o desporto nacional e tem dado a conhecer o nome desta terra ao mundo, sem que para isso necessite de alterar o seu comportamento, mantendo a educação e a simplicidade que o caracteriza;
Os feitos grandiosos que o atleta Fernando Pimenta, tem vindo a conseguir se devem para alem do seu esforço e empenho pessoal, à sábia orientação do seu treinador HÉLIO LUCAS, bem como ao clube que o tem apoiado,

Propomos:
Que seja aprovado um voto de louvor ao Fernando Pimenta e seu treinador Hélio Lucas, bem como ao Clube Náutico de Ponte de Lima, como forma de reconhecimento pela conquista do titulo de Campeão da Europa de Juniores em K1 1000metros.


Ribeira, 29 de Setembro de 2007
Os Proponentes:
Os membros Eleitos pela Lista Independente UNIR II
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

Este Voto de Louvor foi APROVADO por unanimidade e aclamação

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