quarta-feira, 2 de julho de 2008

Assembleia de Freguesia de 2008/06/28 - Requerimentos

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 28/06/2008

Requerimento e informação I
Ceia de Natal 2007

No seguimento da posição anteriormente tomada, vimos informar:
 Não foi ainda recebida cópia da factura solicitada anteriormente, cuja promessa de entrega foi feita pelo Sr Presidente da Junta na assembleia anterior, pelo que insistimos no mesmo pedido;
 Não levantaremos os cheques relativos às senhas de presença na AF até que o assunto esteja definitivamente resolvido, tal como foi a condição imposta para participação na Ceia de Natal.

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais


Requerimento II
Convocatória da Assembleia de Freguesia


Considerando a competência legalmente atribuída ao Sr Presidente da Assembleia de Freguesia para convocar este órgão:
Considerando os prazos estabelecidos, para o efeito, na lei;
Considerando que os anexos são parte integrante dos documentos a que dizem respeito;
Considerando que os mesmos fazem parte da convocatória e terão de ser entregues dentro dos prazos estabelecidos;
Considerando que apesar do assunto já ter sido aqui abordado, continuam, a haver lapsos e atrasos, cuja responsabilidade, cabe ao presidente deste órgão.
Solicitamos:
 Sejam criteriosamente cumpridos os prazos estabelecidos pela lei no que diz respeito à convocatória e entrega aos membros da assembleia de toda a documentação necessária;
 Seja fornecido o documento a que se refere a acta (anexo 6).

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais


Requerimento III
Processo jurídico


Considerando a deliberação da Junta de Freguesia de 24/04/2008 em “dar plenos poderes para o Presidente da Junta consultar advogado para processo jurídico” pretendemos saber:
 De que processo se trata?
 O que o motivou?
 Que diligências foram feitas?
 Quais as implicações para a freguesia (custos/benefícios)?
 Qual o orçamento previsto para o processo?
 Quem foi o advogado contratado?
 Que critérios orientaram a escolha?
 Quais os honorários a pagar?
 Qual o ponto da situação?

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais


Requerimento IV
Subsídio atribuído à Associação Pais do Centro Educativo da Ribeira

Considerando a decisão de atribuir subsídios relativos aos anos lectivos 2005/2006, 2006/2007 e 2007/2008, no valor anual de 100 euros na reunião da JF de 27/09/2007;
Considerando que o último subsídio atribuído havia sido em 17/11/2004 no valor de 100euros (cheque 5281458539);
Considerando que os subscritores deste requerimento fizeram parte dos órgãos sociais da AP até 05/07/2007, altura em que foram empossados os actuais dirigentes;
Considerando que desta forma foram atribuídos subsídios com efeitos retroactivos;
Considerando que apesar de nunca terem existido dúvidas quanto à forma antidemocrática, discriminatória, incoerente e até ridícula, com que a JF se relacionava com a AP, tendo por sustentação o facto de alguns dos seus membros terem opinião divergente ou terem integrado outras candidaturas às JF;
Considerando que se dúvidas houvesse esta é a prova clara e inequívoca.
Considerando que tal subsídio, configura em três meses um valor superior ao que foi atribuído nos quatro anos anteriores.
 Que argumentos estiveram na base da decisão da JF?

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais


Requerimento V
Comissão de acompanhamento do projecto de toponímia


Considerando a Proposta apresentada pelos membros eleitos pela Lista Independente UNIR – II para criação de uma Comissão de Acompanhamento do Projecto de Toponímia;
Considerando que a mesma foi aprovada na AF de 28/12/2007;
Considerando que a mesma tem por objectivos acompanhar, sugerir e fiscalizar o processo tal como são funções legalmente atribuídas às Assembleias de Freguesia;
Considerando que a sua composição e constituição não foi ainda colocada à apreciação desta assembleia tal como o deveria ter feito o Sr. Presidente da Assembleia;
Considerando que já questionamos na assembleia anterior o Sr Presidente da Assembleia;
Considerando que a reunião entretanto ocorrida não respeitou qualquer normativo de funcionamento quanto à forma como foi convocada, aos participantes, aos assuntos tratados e registo dos mesmos.
Vimos apresentar a seguinte proposta:
Que a comissão seja composta por três membros da assembleia de freguesia pertencendo dois aos eleitos pelo PS e um à Lista Independente UNIR – II;
Que sejam ainda convidados a participar da mesma comissão dois membros externos aos órgãos autárquicos, de reconhecida competência com os mesmos direitos dos restantes membros, propondo cada grupo aqui representado um deles;
Que a constituição integral da comissão seja aprovada nesta assembleia;
Que seja exigida á junta de freguesia o fornecimento de informação permanente e em tempo útil, bem como dos respectivos documentos, sobre as decisões tomadas e diligências efectuadas, a distribuir pelos membros da comissão, no sentido de garantir o seu bom funcionamento.

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

MUITO IMPORTANTE:
Após a apresentação desta proposta, que o sr Presidente da Assembleia de Freguesia, João Francisco Martins, queria fazer passar sem debate e sem votação, depois de muita insistência informou, em plena assembleia, pasmem-se os mais crédulos do funcionamento das instituições democráticas em Portugal, que o grupo PS havia decidido que a comissão seria representada por três membros do PS e um, apenas um, e sem qualquer outra participação ou colaboração de pessoas ou entidades exteriores aos órgãos autárquicos, da UniR - II. Daqui resulta que o Presidente da Assembleia assume as decisões do grupo PS como instituídas e definitivas mesmo antes de serem presentes, debatidas e votadas na Assembleia de Freguesia;
Dá o dito por não dito ao ter assumido anteriormente que a Comissão seria constituída por dois elementos PS e um UniR - II;
Dá um péssimo exemplo de liderança, de cultura democrática, de respeito pelo funcionamento e competências da instituíção Assembleia de Freguesia;
Humilha, desvaloriza e compromete a instituíção a que preside;
Manifesta desconhecimento das competências que lhe estão acometidas e das do órgão a que preside.
Perante a evidência da razão colocou em cima da mesa, á pressa e sem justificação, a proposta do PS.
Feita a votação, a ditadura da força e em momento algum da razão, prevaleceu. A nossa proposta foi reprovada por todos os elementos presentes do PS com 6 votos contra e 2 a favor dos elementos proponentes.
Por sua vez a proposta decidida nos bastidores, que afasta a comunidade de um processo que lhe diz directamente respeito de participar no delinear da definição das artérias onde residem e de lhes atribuir nome foi aprovada por 6 votos a favor (PS) e dois contra (UniR - II).
Informa-se que o presidente não permitiu o necessário e democrático debate. Impôs, pela força dos seus votos, a sua proposta.
DEMOCRACIA ASSIM, NÃO. No entanto a si o agradecemos, tal como a freguesia o fará, Sr Presidente.


REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS DA FREGUESIA DA RIBEIRA
Declaração de voto


Relativamente ao assunto, cumpre-nos referir que esta junta de freguesia manifesta uma insensibilidade social, regendo-se por princípios meramente comerciais, ignorando o papel social pelo qual se deveria nortear, tomando como elementos de comparação as empresas privadas, em vez de procurar assentar os elementos comparativos com outros órgãos autárquicos.
Constata-se outra situação, quanto a nós merecedora de reparo, uma vez que são aplicadas taxas por serviços ou actos, que não são executados ou efectuados pela junta de freguesia.
Por outro lado é notório um perfeito desentendimento entre o Regulamento e a Tabela de Taxas, que estão em clara violação com o disposto na Lei Nº53-E/2006, de 29 de Dezembro.

Assim:
1. Não foi incluída na tabela de taxas da Freguesia os valores das tarifas referentes ao serviço de transporte dos alunos da freguesia, em viaturas desta junta, conforme o previsto no art. 3º da referida Lei e parágrafo inicial do Regulamento agora apresentado.

2. As taxas devidas pelos serviços de inumação, trasladação interna ou externa e exumação, violam claramente o disposto na referida lei, uma vez que esta junta não presta qualquer tipo de serviços desta natureza, uma vez que não dispõe de coveiro ao seu serviço.

3. Por outro lado, assistimos a um agravamento no custo de certos actos, que varia entre os 33% e os 200%, o que nos parece vergonhoso face à situação económica de um número significativo de agregados familiares residentes nesta freguesia.

4. O regulamento agora sujeita à nossa apreciação, viola de forma clara e grosseira o disposto no capítulo II, Art.8º da Lei 53-E/2006.

5. Não foram apresentados os valores que sustentaram o cálculo dos montantes propostos

Em Resumo,
Esta junta de freguesia, dita Socialista, não observa os fins sociais que devem ter as taxas, procurando obter receitas, cobrando taxas por serviços que não presta e aplica aumentos de taxas incomportáveis e anti-sociais, tendo em conta a capacidade económica dos agregados familiares da freguesia;

Observa princípios de comparação entre empresas privadas, que procuram obter lucro a distribuir pelos accionistas, em vez de fazer uma verdadeira gestão dos recursos que possui, procurando limitar despesas correntes desnecessárias.

Perante estas evidências e atropelos, não vamos votar favoravelmente este documento.

Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Junho de 2008
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

Feita a votação documento foi aprovado com 6 votos a favor (PS) e 2 contra (UniR - II).

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sábado, 3 de maio de 2008

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 26/04/2008 - Gestão 2007 - Apreciação

INTRODUÇÃO:
O documento que o executivo da Junta de Freguesia nos apresenta, revela bem o espírito deprimente e a incapacidade de gerar novas iniciativas, fomentar os projectos necessários para a sua implementação, bem como conseguir os apoios financeiros para a execução dos mesmos.

Esta junta, no mandato anterior, viveu aquilo que designamos de “Esquizofrenia da apropriação”, procurando a todo o custo perfilhar obras com as quais nada teve a ver, mas que tentou, e por vezes conseguiu, fazer crer aos mais distraídos de que foi com a sua influência que os mesmos se realizaram.

O Centro Educativo, a ecovia e mais alguns são disso exemplo.

Terminado esse período, passou a utilizar a arma da “contenção orçamental”, imposta pelo Governo central.

Mas na verdade essa mesma política só se aplicou à Ribeira, porque assistimos nas freguesias à nossa volta um continuar de investimento por parte do Município.

Em nosso entender, tudo se deve à teimosia e ás políticas erráticas que se seguem nesta freguesia.

Finalmente, vem o “discurso da reivindicação”, que mais não é do que uma falácia para consumo interno, procurando esconder as deficiências e a incapacidade deste executivo em atrair a atenção das entidades com capacidade para financiar as actividades da freguesia.

E isso está bem expresso neste documento:”… o município tem apostado em alguma contenção de verbas para as freguesias.” Ou “… não temos meios (nem as outras juntas) de dar a volta a este quadro de dificuldades” e ainda, ”… no que se refere concretamente à actividade desenvolvida ela representa concretamente essa situação”.

Isto é o acto de contrição desta junta, ela própria, se diz incapaz de fazer melhor, fazer diferente, é a resignação assumida, mas o orgulho ferido não permite ver a incapacidades próprias e mais uma vez procura empurrar a responsabilidade da sua incompetência para outros que em nada contribuíram para que se tenha atingido esta situação.

ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS:

A actividade desta junta, pode resumir-se em três parágrafos;

Limpeza de caminhos, com as deficiências que se podem verificar no terreno.
Prestação de serviços transporte e secretaria.
Remendar alguns caminhos com resíduos da pedreira e uma ou outra iniciativa de importância duvidosa, muitas das vezes para satisfazer favores ou agradar a clientelas.
Apesar do próprio relatório de actividades ser paupérrimo neste capítulo, mais uma vez se procura desviar as atenções para esconder a ferida.

Assim, “… não somos daqueles que inadvertidamente e por falta de responsabilidade apregoam aos quatro a nossa falta de inoperância”.

É bom saber que o executivo reconhece que é inoperante, também sabemos que não vos cabe dizer isso publicamente, essa tarefa é devida à oposição e é isso que tentaremos mostrar.

Não estavam à espera que aprovássemos este tipo de políticas e esta gestão, que em nada tem beneficiado a freguesia;

Não esperavam que concordássemos com esta politica de incapacidade e favor que este executivo teima em manter.

RELATÓRIO DE CONTAS:

Receita e Despesa

Apesar da falta de iniciativas ser devida ao rigor que o executivo diz ter imposto a este exercício, somos confrontados, exactamente com o inverso ao que é dito.

As despesas correntes sofreram um aumento em relação a 2006. (13%).

As despesas com gasóleo subiram 160%

Despesas com produtos de higiene e limpeza subiram 21%

Despesas com géneros para confeccionar, com a J.F. a gerir a cantina de Janeiro a Junho, subiram 22%.

Onde está o rigor?

Relativamente à despesa de capital verificam-se gastos demasiado elevados para o tipo de obra visível.

Assim:

Casas de Banho do cemitério 18.004,87€
Para uma construção de reduzidas dimensões +/– 50m2,com o espaço destinado a WC, a ocupar pouco mais de 15m2, sem acesso para deficientes e o restante espaço destinado a arrecadação, parece-me excessivo o valor da construção, com a agravante de ter sido feita por administração directa da J.F.

Perante estes valores seria um acto de transparência, o executivo apresentar publicamente o resumo das despesas com esta obra; Bem como os orçamentos pedidos antes de iniciar a mesma.

Pode concluir-se também pela comparação com anos anteriores, de que as receitas correntes, tem subido todos os anos desde 2005, o mesmo não acontecendo com as despesas de capital, que tem vindo a descer, ou seja, menos obra com mais receita.

Conclusão:

Perante este documento que é apresentado, conclui-se que a Junta de Freguesia terá de explicar convenientemente as opções que toma.

Terá de informar, qual a razão para ainda não ter concluído as obras iniciadas em 2005.

E finalmente, este executivo já não serve os interesses da freguesia, está cansado, deprimido e esgotado.

Em face do exposto vamos votar contra a proposta apresentada.

Ribeira, 26 de Abril de 2008
Os membros eleitos
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

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segunda-feira, 28 de abril de 2008

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 26/04/2008 - Propriedade do Edifício da sede da Junta

Este mandato da Junta de Freguesia tem sido um verdadeiro “flop”, sem ideias, iniciativas e com um comportamento esquizofrénico em relação à Assembleia.

Teimando em seguir em contra-mão, desviando-se constantemente do interesse colectivo, procurando transformar esta Assembleia num órgão “burrical”, onde a maioria dos seus membros se limita a confirmar as decisões e politicas erráticas que o executivo teima em seguir.

Não é este o caminho que queremos, muito menos o futuro que esperamos para a nossa freguesia.

Mas se dúvidas existissem em relação ao rumo que este executivo tem seguido, o ano de 2008, iniciou-se com uma monumental trapalhada, que demonstra a incapacidade e a inabilidade em resolver certos assuntos, nomeadamente quando se trata do património da freguesia.

Ficamos completamente espantados e nem queríamos acreditar que pudesse ser verdade o que se está a passar; em 12 de Janeiro, A Junta de Freguesia, envia um ofício à Câmara a solicitar que seja concedido o direito de superfície do edifício da sede da junta, pelo período de 50 anos e seguintes. A câmara deliberou por unanimidade, conceder à junta de Freguesia da Ribeira o direito de utilização do imóvel, pelo período de 50 anos mais um.

ISTO É UMA VERGONHA SR. PRESIDENTE!

Este edifício é nosso!

Pertence à freguesia desde 1978!

Se os senhores tivessem a humildade de conversar, procurando informar-se em vez de agir em cima do joelho, como o aluno cábula que não se prepara, indo copiar para o exame e como não sabe, até os erros ele transcreve, assim acontece com este executivo, que teima em subestimar quem o rodeia.

Sr. presidente esta casa foi cedida à junta de freguesia da Ribeira, em 1976, pela Direcção Geral dos Equipamentos Escolares;

Em face dessa cedência, em 1977 a Comissão Administrativa, que geria os destinos da freguesia, procedeu a algumas reparações no edifício, nomeadamente a colocação da placa do piso, porta principal e janelas; Estas obras custaram 150.000$00.

Depois de iniciadas as obras de restauro do edifício, o mesmo foi reclamado pelo chefe de finanças, alegando que o este pertencia ao estado.

Esta dúvida surgiu, porque houve um lapso dos serviços que ordenaram que o mesmo fosse entregue ao Estado.

Ora isso era impossível, uma vez que o mesmo já era pertença do mesmo estado, mais propriamente ao Ministério da Educação.

A junta, em face deste mal-entendido inicia as diligências para esclarecer a posse do mesmo, expondo os factos ao Ministro das Finanças.

Em 7 de Maio de 1977, organiza um processo contendo todos os documentos que possuía, que é enviado para o Sr. Ministério das finanças.

A Câmara Municipal em reunião de 11 de Julho de 1978,a pedido da Junta aprecia o processo de reivindicação do edifício que serviu de escola primária daquela freguesia. Aquele imóvel após a mudança das escolas para as novas instalações foi-se degradando ate à completa ruína. Entretanto a junta, sua legitima proprietária como se verifica do processo junto, organizado em consequência do edital publicado pela repartição de finanças deste concelho, datado de 31 de Maio último, tomou a seu cargo a reconstrução do mesmo. A Câmara Municipal, tendo em vista o processo organizado por aquela junta e em face dos documentos apresentados delibera por unanimidade não reivindicar qualquer direito ao prédio em questão, dando assim cumprimento ao edital da repartição de finanças acima referido.

Desde essa altura que esta casa nos pertence, passando para a posse da junta de freguesia da Ribeira, tendo o povo deixado de lhe chamar a “Escola Velha”, para o designar de Sede da Junta.

Assim, e sem mais considerações, pois pensamos que ficou bem patente a trapalhada criada por esta junta, é tempo de assumir a responsabilidade emendar o erro.

E para isso, Propomos:

Que a Junta de Freguesia informe a Câmara da nulidade do pedido feito pelo oficio nº1de 12 de Janeiro de 2008.

Solicite à Câmara Municipal que seja revogada a decisão tomada na reunião do dia 28 de Janeiro de 2008 e inscrita no ponto 3.2, da respectiva Acta.

Que a Junta de Freguesia inicie de imediato as necessárias diligencias, para efectuar o registo do edifício da sede em seu nome.

Ribeira, 20 Março de 2008
Os Membros Eleitos
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da costa Morais

IMPORTANTE: O assunto foi colocado na ordem de trabalhos a requerimento dos elementos eleitos pela lista UniR - II

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domingo, 27 de abril de 2008

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 26/04/2008 - Gestão 2007 - Apreciação

INTRODUÇÃO:

O documento que o executivo da Junta de Freguesia nos apresenta, revela bem o espírito deprimente e a incapacidade de gerar novas iniciativas, fomentar os projectos necessários para a sua implementação, bem como conseguir os apoios financeiros para a execução dos mesmos.

Esta junta, no mandato anterior, viveu aquilo que designamos de “Esquizofrenia da apropriação”, procurando a todo o custo perfilhar obras com as quais nada teve a ver, mas que tentou, e por vezes conseguiu, fazer crer aos mais distraídos de que foi com a sua influência que os mesmos se realizaram.

O Centro Educativo, a ecovia e mais alguns são disso exemplo.

Terminado esse período, passou a utilizar a arma da “contenção orçamental”, imposta pelo Governo central.

Mas na verdade essa mesma politica só se aplicou à Ribeira, porque assistimos nas freguesias à nossa volta um continuar de investimento por parte do Município.

Em meu entender, tudo se deve à teimosia e ás politicas erráticas que se seguem nesta freguesia.

Finalmente, vem o “discurso da reivindicação”, que mais não é do que uma falácia para consumo interno, procurando esconder as deficiências e a incapacidade deste executivo em atrair a atenção das entidades com capacidade para financiar as actividades da freguesia.

E isso está bem expresso neste documento: ”… o município tem apostado em alguma contenção de verbas para as freguesias”. Ou “… não temos meios (nem as outras juntas) de dar a volta a este quadro de dificuldades” e ainda,”… no que se refere concretamente à actividade desenvolvida ela representa concretamente essa situação”.
Isto é o acto de contrição desta junta, ela própria, se diz incapaz de fazer melhor, fazer diferente, é a resignação assumida, mas o orgulho ferido não permite ver a incapacidades próprias e mais uma vez procura empurrar a responsabilidade da sua incompetência para outros que em nada contribuíram para que se tenha atingido esta situação.

ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS:

A actividade desta junta, pode resumir-se em três parágrafos;

Limpeza de caminhos, com as deficiências que se podem verificar no terreno.
Prestação de serviços transporte e secretaria.
Remendar alguns caminhos com resíduos da pedreira e uma ou outra iniciativa de importância duvidosa, muitas das vezes para satisfazer favores ou agradar a clientelas.
Apesar do próprio relatório de actividades ser paupérrimo neste capítulo, mais uma vez se procura desviar as atenções para esconder a ferida.

Assim, “… não somos daqueles que inadvertidamente e por falta de responsabilidade apregoam aos quatro a nossa falta de inoperância”.

É bom saber que o executivo reconhece que é inoperante, também sabemos que não vos cabe dizer isso publicamente, essa tarefa é devida à oposição e é isso que tentaremos mostrar.

Não estavam à espera que aprovássemos este tipo de politicas e esta gestão, que em nada tem beneficiado a freguesia;

Não esperavam que concordássemos com esta politica de incapacidade e favor que este executivo teima em manter.

RELATÓRIO DE CONTAS:
Receita e Despesa

Apesar da falta de iniciativas ser devida ao rigor que o executivo diz ter imposto a este exercício, somos confrontados, exactamente com o inverso ao que é dito.

As despesas correntes sofreram um aumento em relação a 2006. (13%).

As despesas com gasóleo subiram 160%

Despesas com produtos de higiene e limpeza subiram 21%

Despesas com géneros para confeccionar, com a J.F. a gerir a cantina de Janeiro a Junho, subiram 22%.

Onde está o rigor?

Relativamente à despesa de capital verificam-se gastos demasiado elevados para o tipo de obra visível.

Assim:

Casas de Banho do cemitério 18.004,87€
Para uma construção de reduzidas dimensões +/– 50m2,com o espaço destinado a WC, a ocupar pouco mais de 15m2, sem acesso para deficientes e o restante espaço destinado a arrecadação, parece-me excessivo o valor da construção, com a agravante de ter sido feita por administração directa da J.F.

Perante estes valores seria um acto de transparência, o executivo apresentar publicamente o resumo das despesas com esta obra; Bem como os orçamentos pedidos antes de iniciar a mesma.

Pode concluir-se também pela comparação com anos anteriores, de que as receitas correntes, tem subido todos os anos desde 2005, o mesmo não acontecendo com as despesas de capital, que tem vindo a descer, ou seja, menos obra com mais receita.

Conclusão:

Perante este documento que é apresentado, conclui-se que a Junta de Freguesia terá de explicar convenientemente as opções que toma.

Terá de informar, qual a razão para ainda não ter concluído as obras iniciadas em 2005.

E finalmente, este executivo já não serve os interesses da freguesia, está cansado, deprimido e esgotado.

Em face do exposto vamos votar contra a proposta apresentada.

Ribeira, 26 de Abril de 2008

Os membros eleitos
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

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ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 26/04/2008 - Voto de congratulação - 25 de Abril

“Saudavam com alvoroço as coisas novas
O mundo parecia criado nessa mesma manhã”

In: Sophia de Mello Breyner Andresen



Naquela manhã de Abril, em que o Povo se libertou da mordaça que o oprimiu durante meio século, correndo para a rua saudando os militares que lhes devolveram a Liberdade, oferecendo cravos vermelhos que estes prontamente colocaram na ponta das espingardas, o mundo parecia criado nessa mesma manhã!

São Homens de coragem, bravos militares como o Capitão Salgueiro Maia e outra meia dúzia de camaradas de armas, que devemos recordar em Abril, sem esquecer nunca, aquele Povo anónimo que por todo o país, contribuiu para que a Liberdade chegasse de Norte a Sul, do Minho ao Algarve.

Foi a coragem e a determinação dessa gente, que nos permite estar aqui, dando voz ao Povo, instituindo o Poder Local.

É à memória desses Homens, que cada um de nós deve respeitar este poder, que é feito de eleitos e eleitores, em que uns devem explicações aos outros e as maiorias respeito pelas minorias.

Essa foi a maior conquista de Abril, a maioria não calar os Outros, mesmo que as suas posições e criticas não agradem, aceitar este princípio é respeitar Abril, é cultivar a Democracia é dar voz à Liberdade.

Assim;

Propomos que esta Assembleia aprove um voto de Congratulação e saudação para com todos aqueles que dia a dia, no desempenho das suas funções politicas e seus cargos, praticam os princípios e cultivam o respeito pelos ideais de Abril.

25 de Abril sempre!

Ribeira, 25 de Abril de 2008
Os Membros eleitos
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

Este voto foi aprovado por unanimidade

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A RIBEIRA CONTINUARÁ A VER PASSAR OS COMBOIOS ?

Artigo de opinião da autoria de António Domingos da Costa Morais, membro da Assembleia de Freguesia da Ribeira, publicado na edição nº 673 de 29 de Fevereiro de 2008 do Jornal Alto Minho

A Ribeira tem vivido os últimos anos mergulhada num perfeito marasmo, afectada por uma depressão que a tem arrastado para níveis de desenvolvimento que envergonhariam qualquer autarca com um pouco de visão estratégica e não se limitasse a um desempenho perfeitamente cauteloso, com um horizonte temporal muito limitado, fortemente espartilhado por interesses e objectivos que em nada beneficiam a freguesia e a sua gente.
Lamentavelmente, não se assiste na Ribeira a um verdadeiro debate sobre o que mais interessa à freguesia.
A população, não se interessa pelos verdadeiros problemas da comunidade e recusa-se a participar no rumo que a terra está a tomar.
Ao nível sócio-cultural, a junta, valoriza a mediocridade em detrimento do que realmente merece ser apontado como exemplo. A rede viária da freguesia, pouco mais evoluiu do que o que havia no tempo de Salazar e das Juntas de Paróquia.
Continuamos a ter caminhos, que mais parecem carreiros de cabras, com piso em resíduos da pedreira, tanto ao gosto deste presidente. Continuamos a ter lugares isolados de todo e qualquer apoio em caso de incêndio ou catástrofe, por falta de acessos condignos. Continuamos a ter caminhos completamente intransitáveis por falta de limpeza.
Com a incompreensível e vergonhosa opinião do Sr. presidente da junta, que acha isso mais vantajoso, porque se o mato for limpo a população vai reclamar a beneficiação dos mesmos. Não se admirem, porque foi esta a resposta dada, na Assembleia de Freguesia, quando interpelado sobre o estado em que se encontra o caminho, que liga a via do Foral Dª. Teresa à rua A.D. Os Limianos.
Em pleno SEC.XXI, quando muitas freguesias, algumas delas, nossas vizinhas e de menor dimensão, já estão preocupadas em resolver problemas sociais, com a construção de Centros de Dia e outras iniciativas para apoio aos jovens e protecção do ambiente, a Ribeira continua a viver com os mesmos problemas de sempre.
Na verdade esta terra, não tem um verdadeiro plano de desenvolvimento sustentado. Não se vêem obras dignas desse nome. Esta junta, limita-se a realizar umas "bricolas" e outras iniciativas de importância duvidosa.
Veja-se o capital gasto no "Campo de Futebol das Cucas", inaugurado com a presença do futebolista da selecção francesa Robert Pires !
Construído em local deserto, de maus acessos, sem água, luz e com uma tipologia de terreno propicia à ocorrência de acidentes graves.
O resultado está à vista!
Não tem qualquer utilização e como tal, foi um autêntico desperdício o dinheiro aí aplicado; E não foi pouco !
Agora e com o aproximar de mais um ciclo eleitoral, a junta de freguesia, propõe-se fazer aí um polidesportivo, ou seja, procura corrigir um erro com uma "palermice".
Porque não procura apostar na construção de um complexo desportivo, com campo de futebol de 7 e pavilhão gimnodesportivo junto ao Centro Educativo ?
A Junta de Freguesia sabe que essa seria uma solução mais vantajosa, mas prefere continuar a deixar tudo na mesma.
E a freguesia, essa continua a assobiar para o lado como se nada se passasse.
O Saneamento continua parado.
De que serve o Município anunciar uma redução de 50% nas taxas de ligação, se a freguesia continua à espera?
As obras iniciadas em 2005 continuam por concluir.
Em suma, a Ribeira está resignada, sem ideias, sem chama, nem vontade de agir.
Agora, adivinha-se que o traçado da futura ligação do TGV entre o Porto e Vigo passará por terrenos da freguesia, ainda não ouvimos o senhor presidente da junta, na Assembleia Municipal proferir qualquer palavra sobre o assunto !
Não fala, porque não tem opinião ?
Ou é um assunto que não lhe diz respeito ?
E a população, não vai exigir saber qual o traçado ?
Quais as vantagens e desvantagens para a freguesia dessa obra ?
O Eng.º Campelo já manifestou a disposição de travar um combate em defesa do concelho.
A Ribeira vai saber estar ao seu lado ou irá preferir esperar para ver ?
O traçado previsto, é profundamente penalizador para a freguesia, o lugar de Crasto, corre o risco de se transformar numa ilha, separado do resto da freguesia, estrangulado a nascente pela A3 e a poente pela linha do TGV.
Estou preocupado, porque tenho receio de que a Ribeira continue a ver passar os comboios !

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Campo de Futebol das Cucas - Mais uma ideia peregrina

As imagens ilustram bem o estado em que se encontra o Campo de futebol das Cucas. Este equipamento feito à pressa e em período pré-eleitoral tem tido, como se esperava, uma utilização marginal, daí que não seja de estranhar o abandono a que a Junta de Freguesia o deixou.
O local de construção merece as maiores reprovações. Senão vejamos:
Implicou a destruíção de uma área florestal;
Situa-se num local declivoso, o que obrigou a fortes escavações e movimentação de terras e à construção de um talude com cerca de 8 m de altura do lado Sul;
Favoreceu a erosão e o consequente arrastamento de terras para o rio;
Obriga a sucessivas intervenções e despesas;
Situa-se bem próximo da margem do Rio Lima e junto à Ecovia o que deveria ter levado a preservar o local e a flora existente, em vez da sua destruíção;
Fica a cerca de 1 Km da estrada nacional, cujo acesso é um caminho em mau estado e de piso térreo;
O melhoramento do acesso, dada a distância, implica um investimento avultado;
O abastecimento de água, pelos mesmos motivos, é oneroso;
O mesmo se passa com o abastecimento de energia eléctrica que está longe do local;
Não existem balneários e a sua implantação obriga a construções em áreas onde não deveriam ocorrer;
Caso aconteça um acidente o acesso a meios de socorro está dificultado;
O local ermo não permite que crianças o usem sem vigilância.

Perante o erro da escolha do local, coisa que a Junta de Freguesia não admite, mas que está implícita na sua intenção de reformulação daquele espaço, apresentando a ideia de construir ali um polidesportivo, cujo insucesso está garantido. Se o uso é muito reduzido, não vale a pena pensar que com um polidesportivo, que nada resolve, a frequência de utilização irá ser alterada. Um erro não se corrige com outro erro. Não basta já o dinheiro inutilmente gasto ?
A Ribeira precisa de projectos estruturados e que respeitem o ordenamento do território e as necessidades das pessoas.
O Centro Educativo da Ribeira obriga à construção, nas suas imediações, de um gimnodesportivo a que deveria juntar-se um polidesportivo e um campo de futebol - 7. Desta forma as crianças da escola seriam os beneficiários prioritários, havendo um proveito acrescido por parte da comunidade na utilização daqueles equipamentos.
A sua concentração, para além de facilitar as acessibilidades, permitiria reduzir os custos e garantir maior utilização.
Será a Junta de Freguesia capaz de propôr, defender e estabelecer como objectivo a implementação desta ideia ? Muito provavelmente não... infelizmente.




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sábado, 29 de dezembro de 2007

CRIAÇÃO DE COMISSÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE TOPONÍMIA - Proposta

NOTA: Esta proposta foi apresentada na Assembleia de Freguesia de 29/09/2007. No entanto, o Sr Presidente da Assembleia, alegando que a mesma não fazia parte da ordem de trabalhos, invocando o Regimento, decidiu que a mesma não poderia ser discutida e votada, comprometendo-se a incluí-la na de Dezembro, o que veio a acontecer.

Considerando que:
Os tempos mudaram e com ele as necessidades de cada um de nós;
A nossa Freguesia tem ao longo dos anos alterado a sua característica eminentemente rural, devido ao aparecimento de um conjunto de urbanizações, que a foram tornando cada vez mais urbana;
Com a mudança dos tempos também as empresas, que prestam serviços aos nossos conterrâneos, se viram obrigadas a evoluir, nomeadamente os correios, que com a flexibilidade imposta pelas regras da concorrência, deixaram de ter o carteiro em regime de exclusividade para cada uma das freguesias;
Os habitantes desta freguesia sempre que se tem de relacionar com os serviços do município, tanto para processos de construção, como para muitos outros, é-lhes pedido a indicação do nome da rua onde residem, bem como o número de polícia, com os prejuízos que isso acarreta em termos de tempo e atraso nos respectivos processos, uma vez que a Ribeira ainda não dispõe desse regulamento de toponímia;
A Junta de Freguesia mandou colocar 4 placas de toponímia;
A necessidade urgente desse regulamento;
As leis 169/99 de 18 de Agosto e 5-A/2002 de 11 de Janeiro;
Considerando ainda, que na reunião da Assembleia de Freguesia, realizada no dia 29 de Setembro de 2007, foi estabelecido um acordo para que esta proposta fosse incluída na ordem de trabalhos desta assembleia, o que não se verificou, facto que nos merece protesto.

Propomos:
Que esta Assembleia aprove uma deliberação, no sentido de se criar uma comissão com o propósito de elaborar um projecto de toponímia para a freguesia.


Ribeira, 28 de Dezembro de 2007
Os Vogais Proponentes
António Domingos da Costa Morais
Sérgio Augusto Esteves de Araújo

A proposta, depois de debatida, foi aprovada com os votos a favor dos membros eleitos pelo Grupo de Cidadãos Independentes UNIR - II Sérgio Araújo e Domingos Morais e do PS João Francisco Oliveira e Alexandre Martins (presidente e secretário da assembleia, respectivamente), num total de 4. Os restantes cinco membros, eleitos pelo PS, optaram pela abstenção.

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CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA

Proposta apresentada, na Assembleia de freguesia de 28/12/2007, no decorrer da discussão das Opções do Plano e Orçamento para 2007, pelos membros eleitos pelo Grupo de Cidadãos Independentes UNIR – II

António da Silva Gouveia Vieira Lisboa, apesar de não ser natural da freguesia da Ribeira, adoptou-a como sua, vivendo até aos últimos dias da sua vida na Casa da Garrida, em Crasto, nesta freguesia.
O Dr. Lisboa, como era conhecido, não se limitou a viver na Ribeira, procurou contribuir, do modo que lhe era possível, para o desenvolvimento social e económico desta terra e suas gentes.
Este espírito inovador e de certo modo aventureiro, fizeram com que, as propriedades agrícolas que possuía na freguesia (Quintas do Bom Sucesso e Pombal), fossem autênticos laboratórios agrícolas, onde se experimentavam, para além de novas culturas (amendoim e soja) as mais recentes inovações no que diz respeito a práticas agrícolas, tendo introduzido na freguesia a sementeira do milho à linha com recurso a um semeador de duas linhas, coisa rara na época.
Em períodos difíceis, o Dr. Lisboa representava a única esperança para se conseguir trabalho.
À sexta-feira, as escadas da capela da Casa da Garrida eram enxameadas por mendigos e pedintes, que esperavam a hora do meio-dia para que viesse um empregado distribuir as esmolas, que nunca recusou a quem lhe estendesse a mão.
Contudo este Homem bom, possuía outra faceta, o seu lado mais íntimo, que procurava satisfazer com o recurso à poesia.
O poeta António Vieira Lisboa publica a maioria dos seus livros, na década de 40, do Sec. XX.
É contemporâneo de Pedro Homem de Melo, Vitorino Nemésio, Alberto Serpa, Álvaro Feijó, José Régio, Irene Lisboa entre outros.
Nesta altura, os versos movem-se através de tertúlias de café, dos jornais, dos livros e das revistas que circulam, de norte a sul, por todo o país.
São múltiplas as tendências e as estéticas em confronto permanente, desde o Modernismo ao Neo-Realismo.
Mas, o poeta dos versos estranhos, ou dos poemas de Amor e Dúvida, afasta-se de todas essas correntes e círculos.
Como refere João Gaspar Simões, no Itinerário Histórico da Poesia Portuguesa, – A poesia é uma só.
Assim, António Vieira Lisboa vai construindo as suas próprias normas, procurando chegar a uma poética personalíssima:
“Toda a sua Arte nasce de uma chama interior, de uma sensação de vazio, de um desconforto e insatisfação”.
Procura na escrita reinventar a vida em águas mais calmas.
A sua poesia é uma busca permanente do equilíbrio entre o corpo e o espírito.
Nos seus versos, é quase sempre a mulher que desempenha o papel principal:

A Terra é seca, é árida, é ingrata
Sem teu olhar de mulher.
Só a mulher à terra prende e ata
Com invisível nó que o Amor sugere.

/Chão de Amor 1944/

O poeta António Vieira Lisboa, foi o poeta das emoções, o cantor do amor e da mulher, mas foi também o cantor do Lima.

Sobre ele disseram:
Jaime Brasil
Poetas assim, só aparecem de séculos em séculos e não chegam a contar-se pelos dedos de duas mãos.
Rebelo Bettencourt
Um lugar dos melhores entre os melhores poetas modernos.
Raul Leal
A marca incontestável dum artista.
Considerando que em 2008, se comemora a passagem do I Centenário do nascimento de um dos mais ilustres, senão o maior que esta terra acolheu;
Considerando que é um dever enquanto autarcas zelar pelo património da freguesia;
Considerando que devemos libertar da lei da morte aqueles que nos deixaram importantes legados e contribuíram para a grandeza desta terra e das suas gentes;

Propomos:
• Seja deliberado por esta assembleia assinalar condignamente esta efeméride, criando para o efeito uma comissão para realização dessas comemorações;
• Seja dirigido um convite ao Dr. José Cândido de Oliveira Martins, para presidir a essa comissão.

Ribeira, 28 de Dezembro de 2007
Os Vogais Proponentes
António Domingos da Costa Morais
Sérgio Augusto Esteves de Araújo

A proposta, apesar de apresentada e por isso tornada pública, não foi discutida uma vez que, o Sr Presidente da Assembleia de Freguesia, fazendo uma interpretação restritiva e redutora do papel daquele órgão, argumenta que os membros apenas podem votar a favor ou contra. Ora, se não podem discutir o documento e apresentar propostas de melhoria, para que serve a Assembleia de Freguesia? Assim sendo, poupa-se tempo e dinheiro: Vota-se por correspondência.

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AQUISIÇÃO DE MINI-AUTOCARRO

Proposta apresentada, na Assembleia de freguesia de 28/12/2007, no decorrer da discussão das Opções do Plano e Orçamento para 2007, pelos membros eleitos pelo Grupo de Cidadãos Independentes UNIR – II

Nos termos do regimento e demais legislação em vigor, os membros vogais desta Assembleia de Freguesia, António Domingos da Costa Morais e Sérgio Augusto Esteves de Araújo, considerando que a Junta de Freguesia pretende adquirir uma nova carrinha de transporte de passageiros (9 lugares), vem propor a esta Assembleia o seguinte:
• Que em vez da aquisição de uma carrinha de 9 lugares, seja adquirido um mini-autocarro, substituindo-se o veículo mais antigo, que a Junta possui (por este se apresentar em fim de vida útil e em condições de segurança deficientes), obtendo-se desta forma maior capacidade de transporte com significativa melhoria de qualidade, ajustando-se melhor ás necessidades e exigências actuais;
• Que na aquisição, que esperamos venha a ocorrer, não seja repetida a “habilidade de engenharia financeira” de utilizar a comparticipação do município para outros fins, contraindo empréstimo sobre a totalidade do valor do custo. Esse poderá apenas ter como limite máximo a diferença do valor total subtraído da respectiva comparticipação.
Ribeira, 28 de Dezembro de 2007
Os Vogais Proponentes
António Domingos da Costa Morais
Sérgio Augusto Esteves de Araújo

A proposta, apesar de apresentada e por isso tornada pública, não foi discutida uma vez que, o Sr Presidente da Assembleia de Freguesia, fazendo uma interpretação restritiva e redutora do papel daquele órgão, argumenta que os membros apenas podem votar a favor ou contra. Ora, se não podem discutir o documento e apresentar propostas de melhoria, para que serve a Assembleia de Freguesia? Assim sendo, poupa-se tempo e dinheiro: Vota-se por correspondência.

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Edifício sede da Junta de Freguesia

Proposta apresentada, na Assembleia de freguesia de 28/12/2007, no decorrer da discussão das Opções do Plano e Orçamento para 2007, pelos membros eleitos pelo Grupo de Cidadãos Independentes UNIR – II

Nos termos do regimento e demais legislação em vigor, os membros vogais desta Assembleia de Freguesia, António Domingos da Costa Morais e Sérgio Augusto Esteves de Araújo, vem propor a esta assembleia o seguinte:
Considerando que a Ribeira tem necessidade de desenvolver projectos sustentados, com visão e dimensão de futuro;
Considerando que a construção do Centro Educativo da Ribeira, reflecte essa preocupação e objectivos, que são mesmo uma orientação estruturante das políticas de desenvolvimento do município;
Considerando que existem fortes limitações físicas ao nível do actual edifício sede da Junta, que impedem a concretização de um projecto capaz de dotar a nova sede com condições modernas e funcionais, que se exigem nos dias de hoje;
Considerando que não é possível dotar o edifício dos necessários espaços de estacionamento tão necessários no dia-a-dia e em especial em dia de eleições;
Considerando que o actual edifício sede, não permitirá, em boas condições, o estacionamento de veículos de deficientes, bem como a eliminação das barreiras arquitectónicas;
Considerando que a Junta de Freguesia e o Município dispõe de terrenos com excelente capacidade e aptidão capaz para a localização de um novo edifício;
Considerando que com proveito mútuo podem ser associados outros equipamentos;
Considerando ainda, que a proposta de remodelação em desenvolvimento, deverá apenas ser considerada, caso se esgotem outras alternativas que dotem a Ribeira de um edifício moderno e funcional para cumprimento das tarefas e serviços inerentes e crescentes a prestar pelas autarquias locais.
PROPOMOS:
Seja suspenso o processo de remodelação da actual sede e sejam iniciadas diligências com o objectivo de construir um novo edifício.
Ribeira, 28 de Dezembro de 2007
Os Vogais Proponentes
António Domingos da Costa Morais
Sérgio Augusto Esteves de Araújo

A proposta, apesar de apresentada e por isso tornada pública, não foi discutida uma vez que, o Sr Presidente da Assembleia de Freguesia, fazendo uma interpretação restritiva e redutora do papel daquele órgão, argumenta que os membros apenas podem votar a favor ou contra. Ora, se não podem discutir o documento e apresentar propostas de melhoria, para que serve a Assembleia de Freguesia? Assim sendo, poupa-se tempo e dinheiro: Vota-se por correspondência.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Estrada da Ribeira (ligação Arca - Paradela) - Uma via importante mas esquecida

Proposta apresentada, na Assembleia de freguesia de 28/12/2007, no decorrer da discussão das Opções do Plano e Orçamento para 2007, pelos membros eleitos pelo Grupo de Cidadãos Independentes UNIR – II

Considerando o elevado número de utilizadores diários da via que liga a vila, passando por Arca, a Paradela e a Serdedelo;
Considerando a implementação neste trajecto de transportes públicos diários, facto que se saúda;
Considerando que desde a vila e na freguesia de Arca até ao limite com a Ribeira, foram feitos melhoramentos importantes, ao longo dos últimos anos, permitindo a circulação em boas condições, resultado do trabalho e empenho da Junta de Freguesia de Arca e do seu presidente Eng.º Paulo Antunes que merecem ser elogiados;
Considerando os perigos permanentes e dificuldades de circulação no troço que liga os Carreiros ao Carrascal, nomeadamente resultantes da:
 Exígua largura da via;
 Mau estado do pavimento;
 Acumulação de água no viaduto da auto-estrada, que apesar de repetidas vezes referida, não foi ainda solucionada;
 Os buracos existentes no pavimento e na berma;
 A dificuldade de circulação na Ponte da Ribeira, cujas condições de segurança, carecem de verificação;
 A dificuldade em entrar na ponte, do lado poente, e a falta de visibilidade, já que a curva é de 90º;
 A falta de guardas, em cerca de 150m a poente da ponte, o que constitui risco acrescido para os veículos que, em circulação e ao cruzar-se, podem precipitar-se no Ribeiro de Serdedelo, num desnível de cerca de 10m.

Propomos que sejam encetados contactos, com carácter de urgência, com o município de Ponte de Lima, no sentido de repavimentar a via, proceder ao alargamento onde se torne viável, construir uma nova travessia do ribeiro e colocar sinalização adequada.
Os membros eleitos,
Ribeira, 28 de Dezembro de 2007
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

A proposta, apesar de apresentada e por isso tornada pública, não foi discutida uma vez que, o Sr Presidente da Assembleia de Freguesia, fazendo uma interpretação restritiva e redutora do papel daquele órgão, argumenta que os membros apenas podem votar a favor ou contra. Ora, se não podem discutir o documento e apresentar propostas de melhoria, para que serve a Assembleia de Freguesia? Assim sendo, poupa-se tempo e dinheiro: Vota-se por correspondência.

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Viaduto da auto-estrada (Carreiros) - Obra nunca terminada e
Ponte da Ribeira (Lagoa) - Perigo permanente













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Viaduto da auto-estrada (Carreiros) - Obra nunca terminada





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Ponte da Ribeira (Lagoa) - Perigo permanente







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domingo, 9 de dezembro de 2007

Fonte e poça dos Alfanados

Estes locais, outrora, teveram uma importância vital para os que deles usufruíam.
A fonte dos Alfanados abastecia os residentes nos lugares dos Alfanados e Pedreiras. Habitualmente mulheres, jovens ou crianças procuravam e recolhiam neste local o precioso líquido indispensável à vida. Com cântaros de cerâmica, mais tarde com canecos ou outros recipientes de plástico, faziam o transporte para suas casas, uma vez que, na ausência de rede de abastecimento público, poucas eram as que dispunham de água canalizada própria.
Os que por ali passavam tinham um local aprazível para uns minutos de descanso saciando a sede, por altura dos meses de Verão. Gentes de muitas outras paragens acreditavam nos múltiplos benefícios para a sua saúde com o seu consumo, pelo que o faziam sempre que podiam. Hoje ostenta um letreiro onde se pode ler: "ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO". A fonte era ainda local de encontro e namoro.
Por sua vez a poça, que constitui um açude no Ribeiro de Serdedelo, acumulava a água para rega dos campos ao longo de centenas de metros até bem próximo do Rio Lima nas Veigas de Crasto.
Tal como as imagens ilustram, ambas foram abandonadas, carecendo, por todos os motivos, de uma preservação cuidada.












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sábado, 29 de setembro de 2007

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 29/09/2007 - Proposta de VOTO DE LOUVOR À ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE PONTE DE LIMA

VOTO DE LOUVOR


Considerando que:
Está a ser comemorado o 120º Aniversário da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.
Ao longo destes 120 anos, os homens e mulheres, ao serviço da Associação Humanitária sempre souberam dignificar o nome dos Bombeiros, sacrificando os momentos que estavam destinados à família, chegando por vezes a colocar em risco a sua própria vida para socorrer o próximo, sem pedir nada em troca.
A Ribeira e a sua Gente, sempre souberam reconhecer o esforço, dedicação e carinho que lhe é dedicado pelos Bombeiros sempre que lhes foi pedido socorro.
Conscientes de que a Ribeira e o Concelho de Ponte de Lima, muito devem aos soldados da paz,
Propomos:
Que seja aprovado um Voto de Louvor pelo aniversário que se está a comemorar e agradecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo destes 120 anos pelos Bombeiros de Ponte de Lima.
Que seja dado conhecimento do mesmo a toda a corporação: Direcção, Comando e Corpo Activo.

Ribeira, 29 de Setembro de 2007
Os Proponentes:
Os membros Eleitos pela Lista Independente UNIR II
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

Este Voto de Louvor foi APROVADO por unanimidade

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ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 29/09/2007 - PROPOSTA DE VOTO DE LOUVOR AO JOVEM FERNANDO PIMENTA

VOTO DE LOUVOR

Considerando:
O brilhante currículo desportivo conseguido pelo atleta FERNANDO PIMENTA, que apesar da sua juventude, conta já com 11 títulos Nacionais, entre outras honrosas classificações, que culminaram com a conquista no passado mês de Agosto, em Belgrado na Sérvia, do titulo de Campeão da Europa de Juniores em k1 1000 metros.
O Fernando Pimenta, é um jovem natural da nossa freguesia, que tem honrado o desporto nacional e tem dado a conhecer o nome desta terra ao mundo, sem que para isso necessite de alterar o seu comportamento, mantendo a educação e a simplicidade que o caracteriza;
Os feitos grandiosos que o atleta Fernando Pimenta, tem vindo a conseguir se devem para alem do seu esforço e empenho pessoal, à sábia orientação do seu treinador HÉLIO LUCAS, bem como ao clube que o tem apoiado,

Propomos:
Que seja aprovado um voto de louvor ao Fernando Pimenta e seu treinador Hélio Lucas, bem como ao Clube Náutico de Ponte de Lima, como forma de reconhecimento pela conquista do titulo de Campeão da Europa de Juniores em K1 1000metros.


Ribeira, 29 de Setembro de 2007
Os Proponentes:
Os membros Eleitos pela Lista Independente UNIR II
Sérgio Augusto Esteves de Araújo
António Domingos da Costa Morais

Este Voto de Louvor foi APROVADO por unanimidade e aclamação

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