quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sede da Junta

A Junta de Freguesia da Ribeira inicou um processo que visa remodelar e ampliar a sua sede. Secretamente mandou elaborar o projecto. A escolha sobre os seus autores levanta sérias dúvidas. As opções tomadas outras ainda maiores. Não seria melhor ouvir primeiro e decidir depois ? O edífício, o enquadramento e o local merecem um projecto equilibrado. Será que crescer o edifício para poente e colocar-lhe mais um piso serão as opções correctas ? Muito provavelmente não. As acessibilidades ao edifício e o estacionamento estarão asseguradas ? Também não.
Este projecto deveria merecer um tratamento mais transparente e dialogante. Não podendo contar com isso por parte da Junta de Freguesia existem outros meios de ter opinião e participação construtiva, que também passa por este blog.



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Sede da Junta

In blog:
http://ribeiranovoshorizontes.blogspot.com
Sobre o projecto de remodelação/ampliação da sede da Junta


OPINIÃO DA SEMANA QUE PASSA

Esta semana decidi dar a conhecer a opinião que foi enviada por dois leitores do blog, de modo a que as pessoas possam reflectir sobre a importância que representa o espaço envolvente da igreja paroquial da Ribeira.
Uma delas, do Arquitecto André Rocha, é merecedora de uma reflexão cuidada por parte das entidades envolvidas naquele local.
A outra, alerta para um pormenor que poderá ser responsável pela descaracterização completa daquela paisagem, trata-se da pretensão da Junta de Freguesia de ampliar o edifício da sede, um projecto que não foi discutido, que ninguém conhece e que se sabe apenas que será colocada mais um piso no edifício, para alem da sua ampliação para o lado poente.
Na Ribeira, não se discutem os projectos e depois, lamenta-se o resultado.
A Junta de Freguesia deveria ouvir os técnicos devidamente habilitados, consultar a população em discussão pública e depois decidir, em vez de fazer as coisas em segredo, consultando apenas os gabinetes dos amigos e decidindo em silencio.

André
De facto o espaço envolvente da igreja está bastante degradado. Toda a envolvente paisagística foi afectada gravemente após a construção da ponte e nós de acesso à auto-estrada. São inúmeras as fotos ou pinturas anteriores a esta construção retratando a igreja e ao fundo o rio a serpentear; uma imagem que tão bem retratava o Minho. A estrada que passa entre os dois templos tinha um carácter mais humano, com aqueles muros de pedra que inevitavelmente foram derrubados e as alminhas deslocadas do seu contexto. Julgo que toda a zona compreendida entre a rotunda e as igrejas merecia uma intervenção que a humanizasse. Considero que aquele parque que envolve a igreja deveria servir melhor a Freguesia da Ribeira. Aproveito por agradecer a atenção depositada no meu trabalho.

May 14, 2008 4:21 PM

Olhar atento
Parabéns ao autor do blog por ter colocado o assunto com oportunidade. Defacto a envolvente da Igreja (adro) carece de uma intervenção cuidada de modo a manter-se o local aprazível que mesmo assim ainda é. Não podemos dizer o mesmo quanto á intervenção no edifício da sede da Junta de que se fala. Um projecto feito às escondidas, à pressa, adivinha-se que elaborado por um engenheiro amigo ou com ligações aos membros da junta e por isso os arquitectos ficam apenas para dar a opinião depois da obra e provavelmente dos erros que irão ser cometidos. As fotografias deixaram de retratar aquela paisagem armoniosa que a construção da auto-estrada alterou e terão agora mais um piso, na sede da junta, que não é da junta, porque a junta, decidiu "oferecê-la" ao Município. Dado o interesse seria excelente obter e endereçar á Junta de Freguesia, que provavelmente continuará surda, a opinião do Arqº André Rocha. Aqui fica a minha opinião e o meu convite, se assim e desta forma puder ser entendido. Deixo também a minha admiração por todos quantos se interessam pela Ribeira.

May 18, 2008 3:49 PM

André
Sem dúvida que o papel do arquitecto e a qualidade do produto final e intervenção fundamentada continua a ser subestimada. Assim, o arquitecto fica-se pela simples opinião e o seu contributo cívico que não é o que de melhor terá para dar. De facto o estado do parque adjacente à igreja impressionou-me pelo seu abandono. Em relação ao projecto de recuperação da Junta não tenho conhecimento. Procurarei emitir a minha opinião fundamentada à Junta de Freguesia de uma forma mais interventiva.

May 20, 2008 5:24 PM
Labels: politica - ribeira

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domingo, 9 de março de 2008

Sr Presidente da Junta defende quem o elegeu ou a sua profissão ?

Os eleitos deveriam, em primeira instância, centrar a sua actuação e canalizar todos os seus esforços para solucionar os problemas e anseios das populações que os elegeram e nunca usar os cargos para daí retirar proveitos em benefício próprio, mesmo que indirectamente.
O Presidente da Junta da Ribeira Aníbal Amorim tem assento na assembleia municipal pelo facto de exercer aquelas funções e não por ter sido directamente eleito para aquele órgão em listas próprias. A inacção endémica da Junta da Ribeira permitiu apenas neste mandato construir umas casa de banho junto ao cemitério, de dimensões exíguas e sem acesso a pessoas portadoras de deficiência, equipamento que deveria existir há décadas. Falta agora uma pomposa inauguração, como tem sido seu apanágio, mas que poderão deixar reservada para a semana que irá anteceder as autárquicas de 2009.
No entanto, seria espectável (mas não por estas paragens) que o Sr. Presidente da Junta fizesse uso dos seus cargos para o bem colectivo da freguesia da Ribeira e de uma forma mais abrangente para o concelho de Ponte de Lima. Em vez disso, aparece na última assembleia municipal a mostrar-se disponível para “fazer qualquer coisa” pelo comércio. Ora, sendo o Sr. Aníbal Amorim um dos comerciantes do Centro Histórico de Ponte de Lima está a fazer uso da Assembleia Municipal e do cargo de Presidente da Junta da Ribeira para indirectamente retirar benefícios.
Neste contexto entendemos que a sua posição é deveras criticável e lamentável.

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A RIBEIRA CONTINUARÁ A VER PASSAR OS COMBOIOS ?

Artigo de opinião da autoria de António Domingos da Costa Morais, membro da Assembleia de Freguesia da Ribeira, publicado na edição nº 673 de 29 de Fevereiro de 2008 do Jornal Alto Minho

A Ribeira tem vivido os últimos anos mergulhada num perfeito marasmo, afectada por uma depressão que a tem arrastado para níveis de desenvolvimento que envergonhariam qualquer autarca com um pouco de visão estratégica e não se limitasse a um desempenho perfeitamente cauteloso, com um horizonte temporal muito limitado, fortemente espartilhado por interesses e objectivos que em nada beneficiam a freguesia e a sua gente.
Lamentavelmente, não se assiste na Ribeira a um verdadeiro debate sobre o que mais interessa à freguesia.
A população, não se interessa pelos verdadeiros problemas da comunidade e recusa-se a participar no rumo que a terra está a tomar.
Ao nível sócio-cultural, a junta, valoriza a mediocridade em detrimento do que realmente merece ser apontado como exemplo. A rede viária da freguesia, pouco mais evoluiu do que o que havia no tempo de Salazar e das Juntas de Paróquia.
Continuamos a ter caminhos, que mais parecem carreiros de cabras, com piso em resíduos da pedreira, tanto ao gosto deste presidente. Continuamos a ter lugares isolados de todo e qualquer apoio em caso de incêndio ou catástrofe, por falta de acessos condignos. Continuamos a ter caminhos completamente intransitáveis por falta de limpeza.
Com a incompreensível e vergonhosa opinião do Sr. presidente da junta, que acha isso mais vantajoso, porque se o mato for limpo a população vai reclamar a beneficiação dos mesmos. Não se admirem, porque foi esta a resposta dada, na Assembleia de Freguesia, quando interpelado sobre o estado em que se encontra o caminho, que liga a via do Foral Dª. Teresa à rua A.D. Os Limianos.
Em pleno SEC.XXI, quando muitas freguesias, algumas delas, nossas vizinhas e de menor dimensão, já estão preocupadas em resolver problemas sociais, com a construção de Centros de Dia e outras iniciativas para apoio aos jovens e protecção do ambiente, a Ribeira continua a viver com os mesmos problemas de sempre.
Na verdade esta terra, não tem um verdadeiro plano de desenvolvimento sustentado. Não se vêem obras dignas desse nome. Esta junta, limita-se a realizar umas "bricolas" e outras iniciativas de importância duvidosa.
Veja-se o capital gasto no "Campo de Futebol das Cucas", inaugurado com a presença do futebolista da selecção francesa Robert Pires !
Construído em local deserto, de maus acessos, sem água, luz e com uma tipologia de terreno propicia à ocorrência de acidentes graves.
O resultado está à vista!
Não tem qualquer utilização e como tal, foi um autêntico desperdício o dinheiro aí aplicado; E não foi pouco !
Agora e com o aproximar de mais um ciclo eleitoral, a junta de freguesia, propõe-se fazer aí um polidesportivo, ou seja, procura corrigir um erro com uma "palermice".
Porque não procura apostar na construção de um complexo desportivo, com campo de futebol de 7 e pavilhão gimnodesportivo junto ao Centro Educativo ?
A Junta de Freguesia sabe que essa seria uma solução mais vantajosa, mas prefere continuar a deixar tudo na mesma.
E a freguesia, essa continua a assobiar para o lado como se nada se passasse.
O Saneamento continua parado.
De que serve o Município anunciar uma redução de 50% nas taxas de ligação, se a freguesia continua à espera?
As obras iniciadas em 2005 continuam por concluir.
Em suma, a Ribeira está resignada, sem ideias, sem chama, nem vontade de agir.
Agora, adivinha-se que o traçado da futura ligação do TGV entre o Porto e Vigo passará por terrenos da freguesia, ainda não ouvimos o senhor presidente da junta, na Assembleia Municipal proferir qualquer palavra sobre o assunto !
Não fala, porque não tem opinião ?
Ou é um assunto que não lhe diz respeito ?
E a população, não vai exigir saber qual o traçado ?
Quais as vantagens e desvantagens para a freguesia dessa obra ?
O Eng.º Campelo já manifestou a disposição de travar um combate em defesa do concelho.
A Ribeira vai saber estar ao seu lado ou irá preferir esperar para ver ?
O traçado previsto, é profundamente penalizador para a freguesia, o lugar de Crasto, corre o risco de se transformar numa ilha, separado do resto da freguesia, estrangulado a nascente pela A3 e a poente pela linha do TGV.
Estou preocupado, porque tenho receio de que a Ribeira continue a ver passar os comboios !

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quinta-feira, 17 de maio de 2007

Temos o melhor presidente de câmara

A afirmação que serve de título a este texto poderia ter sido proferida porum autarca eleito nas listas do CDS/PP. Mas não, é da autoria do Presidente de Junta da Ribeira (JF), Aníbal Amorim, eleito pelo Partido Socialista.Desta forma, mudando uma vez mais de bandeira, posicionou-se para candidato à liderança da lista do CDS/PP à Assembleia de Freguesia da Ribeira.
A meio do mandato, a ausência de trabalho feito é notória aos olhos de todos. Com a incapacidade de apresentar projectos mobilizadores do apoio do município, procura por outras vias, obras de relevo, para as perfilhar em período eleitoral. Daniel Campelo conquistou a admiração e o apoio do presidente de junta, desvalorizando as críticas socialistas ao executivo camarário.
A propósito do Centro Educativo da Ribeira (CER) e no decorrer da última Assembleia de Freguesia afirmou: "temos o melhor presidente de câmara", “as melhores instalações”, “os melhores docentes” e “a melhor coordenação”. Neste rol de excelência fez questão de frisar “só não temos os melhores pais e alunos”.
Perante aquelas afirmações é de salientar alguns aspectos que deveriam fazer com que o presidente de junta tivesse outra consideração pelos encarregados de educação e pelas crianças. A junta de freguesia gere directamente a cantina e os transportes, serviços que tem merecido vários reparos. O mais flagrante quanto absurdo é que os pais estão obrigados a pagar as refeições dos seus filhos quando estes, por qualquer motivo faltam à escola, ou seja, pagam um serviço e refeições de que as crianças não usufruem. Por outro lado, se o pagamento da mensalidade não ocorrer de forma antecipada até dia 5 de cada mês, existe um agravamento de 20% para a totalidade das refeições, mesmo as que são pagas antecipadamente. A ementa, para além de não estar acessível no dia-a-dia aos pais, é com frequência desrespeitada. Os preços praticados situam-se entre os mais altos.
Apesar das diversas diligências efectuadas, desde o início do ano lectivo, para rever estas situações, a JF, escudada na passividade das entidades que tutelam o Centro Educativo da Ribeira, faz orelhas moucas, de modo que tudo se tem vindo a arrastar.
As receitas inscritas no relatório de gestão de 2006 da Junta de Freguesia são de 105.087,87€. Pode constatar-se que, sem incluir as recebidas do Instituto de Emprego para pessoal, 41.596,06€ tem origem no Centro Educativo, ou seja, 45%.
Ora, sendo esta a realidade, existe a convicção de que até prova em contrário e com elementos fidedignos, os pais dos alunos que frequentam o CER, onde se incluem naturalmente os da Boalhosa, Gemieira e Serdedelo, estão a financiar a Junta de Freguesia da Ribeira e deram o seu contributo para que o saldo negativo de 16.966,26€ apresentado no final de 2005 passasse a positivo no valor de 2.671,81€ no final de 2006. Confrontado com esta ideia afirmou existir prejuízo para a freguesia com a gestão da cantina e transportes, referindo que seria um beneficio se a abandonassem. Segundo informou, o custo real de cada refeição ascende a 2,20€ (sem IVA).
Ora, se tal corresponder à verdade, trata-se de admitir a própria ineficiência na gestão, já que outras entidades praticam valores substancialmente mais baixos, sem que a qualidade das refeições servidas esteja em causa ou a sua estabilidade financeira tenha sido afectada. Questionado sobre o prejuízo que afirmou ter tido em 2006, respondeu que a junta de freguesia não dispunha desses valores porque não era uma “mercearia”, usando ainda as expressões “a Junta de freguesia não entra em comboiinhos”, “não entra no comboio pela janela”, “não concerta posições contra as colunas” e “não entra em trapalhadas”. Instado a fazê-lo, foi incapaz de explicar o significado das suas próprias expressões. Daqui resulta que a situação é tanto lamentável quanto caricata. Afirma-se que existe prejuízo, que afinal não está devidamente estudado e contabilizado. Acresce ainda que, se assim fosse, estaria a financiar diariamente a alimentação e o transporte de todas as crianças, mesmo as que não residem na Ribeira, o que seria incomportável.
Para além disso, não deixa de ser relevante o facto de ser afirmado no mesmo relatório que o apoio social às famílias “se cifra em largas centenas de euros” mensalmente. A conta gerência não o reflecte e a sua atribuição, sem critérios, escondendo os beneficiários e respectivos montantes, constitui um processo pouco transparente que poderá estar a ser usado com fins meramente eleitoralistas.
Em face destas realidades, é útil, oportuno e necessário debater as questões relacionadas com o Centro Educativo da Ribeira que constituem a única actividade visível da junta, representa praticamente metade das receitas e ultrapassa claramente o investimento que se ficou em 31.061,54€, ou seja, um valor inferior a 30%.

Sérgio Araújo
Domingos Morais
Membros da Assembleia de Freguesia
Publicado no Jornal Alto Minho nº 632 de 18/05/2007
Publicado no Jornal Cardeal Saraiva nº 4185 de 25/05/2007

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terça-feira, 27 de setembro de 2005

Os favores

Os Portugueses, conquistaram a democracia graças à vontade de um punhado de militares que tiveram a coragem de realizar o 25 de Abril de 1974.
Desde essa data, Portugal instituiu um sistema político em que a soberania pertence ao povo.
Daí a existência de eleições, com eleitores - aqueles que tem o direito de escolher e eleitos - aqueles que foram preferidos ou escolhidos.
Aos primeiros, cabe a tarefa e a responsabilidade de eleger os que melhores condições lhes oferecem para que a sua vontade e os seus anseios sejam satisfeitos, por outro lado, os eleitos devem desempenhar as funções para que foram escolhidos, procurando cumprir os princípios fundamentais do sistema democrático.
Quando eleitos em listas apresentadas por partidos políticos como o partido socialista, as responsabilidades aumentam, porque devem cumprir os ideais dessa corrente doutrinária, tais como a Igualdade e a Solidariedade.
Na Ribeira, é chocante ver as pessoas ignorar todos os princípios e as mais elementares regras do sistema democrático, deitando mão de métodos usados no tempo “da outra senhora “, tais como a intoxicação, a desinformação, o boato em surdina, a intriga, chegando mesmo ao insulto para esconder os favores e as nomeações, tanto dos amigos, como das esposas dos membros da lista e assembleia, alem dos trabalhos mandados executar pela junta aos membros da assembleia de freguesia, passando pelas obras de favor, como são exemplo algumas entradas particulares com recurso a tubos em aço “abandonados“ em local público ou privado ?
Contudo, é certo que a junta de freguesia não adquire por prescrição automática tudo o que ficar abandonado na via pública.
A Ribeira, precisa de uma junta com ideias, com vontade de servir, que permita a todos as mesmas oportunidades, que sejam considerados ao mesmo nível, apoiantes ou não.
A Ribeira , mais do que nunca tem de estar unida para que os seus representantes consigam canalizar para a freguesia as obras e os financiamentos de que a mesma precisa.
Mas a união, não se consegue com divisões entre “Cristãos e Mouros“.
Já chega de divisões e separatismo, a freguesia precisa de todos os recursos e todos somos poucos para conseguir o que ainda precisamos e são muitas as carências da nossa freguesia.
Desde o alargamento da rede viária, da rede de saneamento básico, bem como da expansão da rede de distribuição de água, da segurança ao longo da E.N.203, com a colocação de passadeira para peões junto ao centro escolar, passando pelo centro de dia, pela recuperação dos regadios tradicionais e caminhos agrícolas, pela parceria com as forças vivas da freguesia apoiando-as como deve ser e não ao faz de conta, bem como prestando um verdadeiro apoio aos mais carenciados, seguindo a velha máxima de “fazer o bem sem olhar a quem“.
São problemas e carências que devem preocupar os membros da nova junta de freguesia.
Não importa o lado de onde vem as pessoas, o mais importante é a Ribeira e a sua gente e é com este espírito de união, com essa determinação, que os candidatos independentes se apresentam aos eleitores, sem qualquer preconceitos e com o respeito que todos merecem e com a vontade firme de fazer mais e melhor pela nossa terra.
Ser socialista, é ser solidário, é acima de tudo permitir que todos tenham as mesmas oportunidades, sejam considerados ao mesmo nível, tanto os apoiantes, como os outros.
Na Ribeira, o que temos visto nos últimos anos, tem sido a negação do socialismo.
Domingos Morais

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Uma lição de democracia

A lista independente “União pela Ribeira“, tem apresentado um conjunto de propostas ao eleitorado da freguesia, bem como tecido algumas críticas, ao modo como a junta tem gerido os destinos desta terra , ao longo dos últimos quatro anos .
Como foi referido na apresentação pública dos candidatos, a Ribeira, passados anos e vários presidentes de junta, na sua maioria do PS, continua com carências básicas, como sejam as vias de comunicação, semelhantes às verificadas no período do “Estado Novo”.
Nos dias de hoje, todos os lugares da freguesia deveriam ter caminhos que permitissem o acesso a uma ambulância , ou a um auto-tanque dos bombeiros. Mas na realidade não é isso que se verifica, apesar de ter sido uma promessa da actual junta em 2001.
É importante que todas as pessoas que vivem nesses lugares, antes de decidir o sentido do seu voto, pensem realmente na possibilidade de um dia terem necessidade que os bombeiros lhes prestem socorro .
- Como, se os caminhos não permitem o acesso desses meios ? .
Na minha opinião, nas eleições autárquicas, não se deve colocar o interesse partidário ou a ideologia politica à frente dos interesses da terra ou da freguesia .
Devemos, isso sim, procurar eleger aqueles que se apresentam com as melhores ideias, com projectos credíveis e apoios consistentes, que permitam canalizar para a freguesia as verbas necessárias ao financiamento desses mesmos projectos.
Ora a “União pela Ribeira“, ao agregar na mesma lista, elementos das várias forças politicas, dá mais garantias de conseguir esses apoios para os projectos que apresentam.
Que vantagens tem tido a Ribeira, em manter-se fiel à ideologia, se as pessoas que a tem governado, não conseguem projectá-la para níveis de desenvolvimento mais evoluídos ?
Por outro lado, como não se trata de uma coligação, embora os opositores assim lhe queiram chamar, esta união, tem causado bastante embaraço ao poder instituído na Ribeira.
Quanto aos interesses que conseguem agregar na mesma lista pessoas de diferentes quadrantes políticos, não são mais do que a qualidade do projecto que lhes foi apresentado, bem como o sentimento comum de contribuir com o seu esforço, o seu saber e a sua influencia, junto dos responsáveis pelo poder, para que a sua terra e os seus conterrâneos conquistem aquilo que todos eles já deveriam possuir à vários anos.
A Ribeira, precisa de quem faça mais e melhor !
Para isso é preciso possuir capacidade e apoios para negociar essas obras junto dos responsáveis pelos organismos que as tutelam.
Apoio efectivo e permanente ás forças vivas da freguesia, como o AGRUPAMENTO DE ESCUTEIROS, ASSOCIAÇÃO DE PAIS ou ADERIR, entre outras.
Como prova disso, os membros da junta da união, já se comprometeram a oferecer as verbas a que tiverem direito nos primeiros três meses, para essas associações .
Por outro lado é urgente garantir a reedição da “TURQUIA“, bem como do DRAMA DE SANTO ANTÓNIO .
Os membros da união dão o exemplo, querendo servir a freguesia e não servir-se dela !
A Ribeira, necessita de uma junta, que olhe para todos da mesma maneira, que trate todos do mesmo modo, que dê a todos as mesmas oportunidades, enfim, a Ribeira precisa de uma junta verdadeiramente independente.
Na Ribeira, está a acontecer uma autentica lição de democracia e os Ribeirenses não devem deixar que se reduza a eleição para a assembleia de freguesia a uma questão meramente ideológica, ou a um mero jogo de interesses.
A nossa freguesia tem de unir esforços, para que chegue o momento de reconhecer o mérito e a excelência das suas gentes, orgulhando-se do seu passado, das suas tradições, encarando o futuro com arrojo e confiança.
Esta é a sua oportunidade de ouro, de ajudar a escrever uma nova página da história da Ribeira.
Não permita que outros a escrevam por si !
Tal como nos disse o papa João Paulo II, também eu vos lanço o mesmo desafio, “NÃO
TENHAIS MEDO“.

Domingos Morais
In Jornal Alto Minho de 23/09/2005

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Na Ribeira, a União Faz a Força

NA RIBEIRA, A UNIÃO FAZ A FORÇA

No passado dia 27, foram apresentados publicamente os candidatos à Assembleia de Freguesia, que concorrem pelo grupo de cidadãos independentes “UNIÃO PELA RIBEIRA” – UniR - II, sob o lema a “União faz a força”.
A cerimónia, contou com a presença de apoiantes e vários representantes das forças políticas que, acreditando na capacidade, carácter, competência, transparência e vontade deste grupo de homens e mulheres, abdicaram da apresentação de listas próprias, reforçando desse modo o espírito de união de que a Ribeira necessita para conseguir projectar-se no futuro, como uma terra moderna, oferecendo à sua gente condições de vida e de bem estar dignas de uma terra desenvolvida, onde as pessoas se orgulhem de viver. Muitos duvidaram, mas está a acontecer uma verdadeira e enorme lição de democracia.
No seu discurso de apresentação, o engº Sérgio Araújo, cabeça de lista, referiu algumas das linhas orientadoras das políticas a levar a cabo pelo novo executivo da junta de freguesia, bem como das motivações que o levaram a aceitar este novo desafio. Tanto para si, como para os restantes membros da lista reveste-se de um carácter especial, pois representa uma resposta e uma exigência premente da freguesia.
Assim, a “UNIÃO PELA RIBEIRA”, pretende, acima de tudo criar uma nova dinâmica e um relacionamento diferente entre as várias forças vivas da freguesia, apoiando e motivando a sua acção para que desenvolvam o papel e as actividades para que foram criadas.
Como exemplos, apontou algumas parcerias que vai procurar desenvolver, nomeadamente: Com o Agrupamento de Escuteiros – Definir, marcar e dinamizar trilhos; com a Fábrica da Igreja – Reordenar o adro da igreja; com a Confraria do Sr da Cruz de Pedra - Colocação, no largo, de água, caixotes do lixo e de novos equipamentos de utilização colectiva; com a ADERIR – Actividades desportivas e culturais; com a Associação de Pais – Garantir um bom funcionamento dos transportes escolares e da cantina; com o Clube de Caçadores – Construção de espaços de recreio e de lazer; Por outro lado, disse ser urgente garantir a reedição da Turquia.
Noutras vertentes apontou as grandes necessidades objecto e motivo de preocupação. Exemplificou: Os caminhos, 30 anos depois do 25 de Abril, continuam a ser uma prioridade. Muitos são demasiado estreitos, não estão pavimentados ou estão em avançado estado de degradação, não permitem o acesso a uma ambulância ou aos veículos de combate a incêndios, como de entre muitos outros: a estrada velha em Talhareses, as ligações Espindelo – Cancela, Agro – Cancela, Souto – Gemieira, Souto – Castanheira, Alfanados – Arca, os acessos ao bairro dos Carreiros, à Seixosa e ao rio, o caminho de Fujacos, os caminhos agrícolas. Noutras áreas as carências mantém-se ao nível dos regadios tradicionais, do abastecimento de água e do saneamento básico, da beneficiação dos fontanários públicos. A obra do cemitério não foi concluída. Continuam a faltar o estacionamento, as casas de banho e a beneficiação da parte antiga. A segurança rodoviária não está acautelada ao longo da estrada nacional e da de Paradela. Na primeira, a construção de uma rotunda no actual cruzamento da ponte de Crasto e a colocação de dispositivos limitadores de velocidade, na segunda, o alargamento (onde possível) são medidas necessárias que serão propostas às entidades competentes.
No final, o candidato a presidente de junta da “UNIÃO PELA RIBEIRA”, considerou que o mandato do actual executivo se pode classificar como medíocre, porque apesar de tentar vender a imagem de que foi uma junta que fez muita obra, está apenas e de modo injusto a apoderar-se de trabalho alheio. Apontou como exemplos: O Centro Escolar que é da responsabilidade total da Câmara, sendo a decisão e o início dos estudos e projectos anteriores à actual junta; a construção do campo de relva sintética na veiga de Crasto e da Ecovia ao longo do Rio Lima não tem qualquer participação da junta; o arranjo do Largo da Cruz de Pedra em Crasto, é da responsabilidade da Confraria do Senhor da Cruz de Pedra com o apoio da Câmara Municipal.
Depois disto, pouco mais resta !
O alargamento do cemitério fortemente financiado pela câmara; o “Campo de Futebol“ nas cucas constitui um desperdício financeiro pela sua localização e pelos investimentos que faltam realizar: o acesso, o enorme muro de suporte de terras do lado Norte, o abastecimento de água e energia eléctrica e os balneários; os fontanários públicos, abandonados, ou com obras apressadas; a limpeza dos caminhos, feita nesta altura apenas para angariar votos, ou ainda algumas obras de favor e algumas lâmpadas públicas colocadas em propriedade privada.
Por tudo isto conclui, que na Ribeira é necessário mudar !

Domingos Morais
In Jornal “Cardeal Saraiva” de 02/09/2005

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