A propósito das obras em curso na sede, a Junta de Freguesia da Ribeira, distribuiu o INFOMAIL que abaixo se reproduz.
O documento é bem ilustrativo e demonstrativo da forma prepotente e arrogante como este executivo tem dirigido os destinos da freguesia.
O facto de vir agora tentar desculpar o indesculpável, de tentar branquear um processo pessimamente conduzido e com total desrespeito por quem teria que ser ouvido, participado e informado atempadamente neste processo, nomeadamente o Pároco da Freguesia, a Fábrica da Igreja e ainda o Agrupamento de Escuteiros. Os argumentos apresentados nada tem a ver, muito menos justificam, o caminho dado ao processo por parte da Junta de Freguesia da Ribeira.
São de todos conhecidas as dúvidas que subsistem sobre a posse do edifício sede da Junta de Freguesia e respectivo logradouro bem como dos seus limites. O processo deveria ter obrigado a esclarecer, de uma vez por todas o assunto, encetando-se, de forma atempada, cordial e leal, as necessárias conversações.
Apesar do projecto ser até "secreto", apenas foi trazido, mesmo que de forma muito superficial à assembleia de freguesia porque os membros da UNIR - II o requereram. O necessário debate nem aqui existiu. Levantaram exactamente e nessa altura, conforme os documentos o podem demonstrar, a necessidade de abordar e tratar a questão da posse do edifício, que logo foi desvalorizada e ignorada pelo Sr Presidente da Junta.
Ora tal, como também temos vindo a referir tudo isto deve-se ainda e muito ao Sr Presidente da Assembleia de Freguesia, cujo papel tem sido o de limitar ou mesmo impedir um necessário e útil debate de ideias e opções dentro daquele órgão. Escudado, tal como a Junta, numa maioria muda, que não argumenta, que não debate, mas que vota, não pela razão mas pela força (dos números). Já que o não fez antes como devia, após ter estalado a polémica, e as graves consequências que daí já resultaram, continua mesmo assim, o Sr Presidente da Assembleia também ele mudo e sem convocar a assembleia como devia ter feito, como referido, há muito tempo.
A política do "quero, posso e mando" que tão bem tem sido praticada, vem agora ser posta em causa neste documento, vestindo agora a pele de cordeiro, falando em diálogo e democracia.
Obviamente que se percebem as motivações. Em final de um mandato, que tal como o anterior se pautou pela inoperância, pela falta de ideias e de projectos, a Junta de Freguesia precisa, como de pão para a boca, de uma obra que esconda o longo passeio que tem sido o seu desempenho e mais uma vez iluda os eleitores, já que desta vez não tem as obras feitas pelo Município para as declarar como suas.
Ninguém se poderá esquecer que estamos às portas de novo acto eleitoral e essa será a altura melhor e mais acertada para os eleitores da Ribeira demonstrarem que não é este o caminham que querem para a sua freguesia.
Todos se recordarão do processo pouco democrático com que esta Junta de Freguesia ganhou as eleições de 2001. Da forma pouco democrática e pouco independente com que se relaciona com as instituições da freguesia quando não são lideradas por pessoas que lhes não são afectas politicamente. Como exemplo recente devemos recordar que a Junta de Freguesia ignorou um pedido de reunião da Comissão organizadora do Drama de Santo António integrado nas Festividades em Honra de N. S. Da Cruz de Pedra.
Recorde-se que esta peça de teatro com enorme significado na Ribeira e em particular no Lugar de Crasto, que não subia a palco desde 1982, ou seja, há 28 anos, apesar dos enormes custos e dificuldades que implica não mereceu qualquer apoio nem uma simples palavra.
Enfim, a Ribeira tem tido o que escolheu.
E se é este o caminho que os eleitores da Ribeira pretendem para a freguesia...
A decisão está na sua mão e bem próxima.


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